Com uma sala repleta de jovens e sob o olhar atento do recém-eleito Secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, João Torres, líder a ser reeleito da Juventude Socialista (JS), apresentou este sábado as linhas gerais do plano orientador da estrutura juvenil para o próximo biénio. A Moção Global de Estratégia elenca as prioridades dos jovens socialistas para a sua geração e para o país. Alicerçado de fundamentação clara e sucinto nas ideias, João Torres, atacou de forma assertiva o modelo de governação em vigor. "Este #Governo ignorou a nossa geração!", este foi o chavão do discurso do líder socialista e o mote para um discurso em que apresentou aquilo que a JS defende como modelo de governação.

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Iniciando a sua abordagem pelo mercado de trabalho, o Secretário-geral da estrutura jovem socialista condenou a forma como o IEFP - Instituto do Emprego e da Formação Profissional funciona, defendendo que "O IEFP precisa de uma reforma a sério", e referindo ser inaceitável que "um jovem que hoje chegue a um Centro de Emprego não tem uma resposta concreta" e que "existem jovens que não encontram enquadramento profissional no IEFP". João Torres referia-se à questão da base de dados de profissões do Instituto não estar atualizada nem ajustada à realidade do mundo profissional e das novas formações.

Nesse seguimento, a Educação também foi um tema abordado. João Torres, representando o sentimento geral, condenou a falta de educação para a política e de informação relativa à mesma.

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Afirmou que "é essencial num estado democrático" que as escolas sejam um palco de incentivo à Democracia e à Política, embora afirme que não se trata de partidarização, mas sim de fomento à participação cívica ativa. "Não podemos deixar que se partidarize o espaço escolar, mas não podemos aceitar que se ignore a política nas escolas".

E tratando-se de uma organização juvenil, não poderiam faltar as Políticas de Juventude. O líder dos jovens socialistas defendeu a criação do Orçamento Participativo Jovem, "para que os jovens portugueses de norte a sul e das regiões autónomas possam afirmar-se acerca do Orçamento de Estado e assim construir-se um Orçamento que tenha em conta as reais necessidades dos jovens", e da separação entre o Instituto Português de Desporto do Instituto Português de Juventude, afirmando que o IPDJ - Instituto Português de Desporto e Juventude - não fomenta a juventude.

A última nota foi para aquele que João Torres considerou ser "o grande flagelo da nossa sociedade e da nossa geração", a emigração. A Juventude Socialista repudia por completo a postura do Governo para com esta realidade, acusando-o de não ter força para combater esta realidade e por isso preferir ignorar o combate à mesma. Defende que "temos de criar condições para que os jovens que emigraram regressem" e encontrem oportunidades. #Desemprego