As eleições para a liderança do PSD/Madeira, e para a escolha daquele que será o segundo líder da história do partido depois de Alberto João Jardim, determinaram uma segunda volta com Miguel Albuquerque e Manuel António Correia. Albuquerque, rival de Jardim nas #Eleições anteriores, esperava uma vitória e esteve perto de conseguir a eleição à primeira, ao obter 47,5% dos votos. Em segundo lugar ficou Manuel António Correia, com 27,81% dos votos, a uma grande distância do terceiro colocado, provando que são estes claramente os candidatos preferidos dos militantes. A segunda volta realiza-se no próximo dia 29 de Dezembro.


Albuquerque declarou, em reacção aos resultados, que se tratou de uma vitória "contundente" e que o partido já rejeitou o "pensamento único" que "tem caracterizado o partido nos últimos anos", esperando naturalmente que a mudança se concretize na sua vitória na segunda volta. Manuel António Correia deixou, por sua vez, a certeza que vai "lutar pela vitória na segunda volta", fazendo um cálculo simples: "conquistar novos votos e manter" os votos desta primeira eleição, num cenário que será totalmente "diferente." A comunicação social nacional não conseguiu recolher, ou não divulgou, opiniões dos restantes candidatos.

Quanto a Jardim, e de acordo com o Público, referiu que o número elevado de candidatos é "fartura, e não qualidade", e asseverou que vai respeitar democraticamente o resultado da escolha dos militantes. O ainda líder não deixou de enviar um comentário a adversários anteriores que, quando derrotados, "mandaram votar noutros partidos", coisa que não irá fazer, afirma. Jardim não comentou, ou ninguém o questionou, sobre as cartas que os militantes receberam nas caixas do correio recentemente, onde o líder demissionário deixou um apelo velado à desobediência em caso de escolha de um líder que não tenha sua aprovação.

Sinal de que a herança de Jardim pode estar em causa é o facto de Jaime Ramos, que chegou a ser considerado sucesso de Jardim - antes da chegada da Troika e das questões em torno da dívida do arquipélago - ter ficado no último lugar da eleição, com apenas 0,72% dos votos.