O mandato de Cavaco Silva, actual Presidente da República, ainda não terminou e já muita tinta corre acerca do seu sucessor. As #Eleições presidenciais estão a chegar (2016) e os mais prováveis candidatos começam a ocupar o seu lugar nas páginas dos jornais. O Jornal de Notícias realizou, por isso, um trabalho de sondagem, cuja divulgação será feita entre amanhã e sábado, que aponta o ex-líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, como um forte candidato à vitória. Acerca de uma eventual corrida a Belém, o actual comentador da TVI não quer avançar com grandes desenvolvimentos.

Recuando a Setembro último, o responsável disse, à margem da Universidade de Verão do PSD, ser ainda precoce falar de uma eventual candidatura, admitindo que só avançará com essa ideia, caso exista, sete ou oito meses depois daquela data. Quanto aos apoios, permanece a ideia de que o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, não apoiará esta candidatura, ao passo que do lado do CDS, o "aplauso" de Paulo Portas tem sido aparentemente evidente. De onde vem a ideia de que Passos Coelho não está ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa?

Quando, em Janeiro, o responsável apresentou a sua moção de estratégia, terá, ao que tudo aparenta, enviado algumas mensagens para Marcelo. Para o Primeiro-Ministro, o próximo Presidente da República não poderá ser "um protagonista catalisador de contrapoderes" ou alguém que procura ser popular com meios fáceis. Todavia, este caminho ainda não é certo e, aliás, na passada Universidade de Verão do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa avançou com outra ideia para Belém, admitindo ter alguma pena de não ter no nosso país um Presidente da República do sexo feminino. Mas é de homens que continuaremos a falar. Caso o antigo Presidente do Partido Social Democrata não avance, outros nomes estão em cima da mesa, nomeadamente: Durão Barroso, Pedro Santana Lopes ou Rui Rio.

No outro prato da balança estará, aparentemente, António Guterres, outro possível candidato que, mesmo correndo contra Marcelo Rebelo de Sousa, tem grandes probabilidades de vencer. Mas, quando questionado sobre esta possibilidade, António Guterres é peremptório, admitindo que voltar à política portuguesa está longe dos seus planos. Pelo contrário, imagina-se antes o Alto Comissário das Nações Unidas a concorrer ao lugar actualmente ocupado por Ban Ki-Moon, o oitavo e actual secretário-geral da Organização das Nações Unidas.

Recorde-se que, antes das Presidenciais, os portugueses serão chamados para aquele que é o primeiro exercício eleitoral: as legislativas. As mudanças aproximam-se e o povo será novamente chamado para fazer história.