"De Corpo Inteiro" é o nome do novo livro de Rui Rio que aborda a vida e obra do político mas também há a referência a "um quase piscar de olho" ao actual secretário-geral do Partido Socialista, António Costa. A Biografia já se encontra nas bancas e aborda a vida pessoal e política do antigo homem forte da cidade invicta. Mais para o final pode-se encontrar uma longa entrevista onde Rio justifica porque e como devem ser feitos consensos entre o PSD e o PS em diversas matérias do regime em que vivemos. Rio chega mesmo a afirmar que "não é possível reformar e inovar um país sem que haja pelo menos um consenso político".

Estas palavras aparecem poucos dias depois da realização do XX Congresso do PS, onde António Costa diz que alianças com o PSD não dependem dos nomes mas sim "se as políticas que se encontram agora em vigor mudarem".

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Todavia Costa neste mesmo congresso deixou ainda uma porta aberta para entendimentos à esquerda principalmente com o PCP e o Livre, caso este obtenha votação suficiente para ocupar algum lugar na Assembleia da República.

Sobre um possível regresso à vida política, Rio não abre o jogo sobre o seu futuro mas ainda assim vai dizendo que "os eleitores estão ávidos de algo novo". Acrescentando depois que "apesar de gostar de várias ideias defendidas pelo António Costa, temos várias diferenças em termos de "ideologias políticas" mas menciona que os dois estão unidos na ideia que "tem de haver uma rápida mudança não só para melhorar mas também para credibilizar o regime em que vivemos em Portugal. As pessoas querem e o sistema política precisa disso".

Recorde-se que Rui Rio tem sido apontado em vários sectores no interior do PSD como possível sucessor de Pedro Passos Coelho na liderança do partido, caso este perca as próximas eleições legislativas, em 2015.

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E há mesmo quem o veja como alguém capaz de fazer um elo de ligação com o PS de António Costa. Resta mencionar que quem escreveu esta biografia foi Mário José Carvalho e a edição esteve a cargo da Porto Editora. Em declarações a vários órgãos de comunicação social, o autor refere, a título de curiosidade, que o perfil de Rui Rio é o indicado para regimes presidencialistas como o francês ou o italiano.