Alberto João Jardim, que durante cerca de 37 anos foi o presidente do PSD/Madeira, não coloca de parte a candidatura à Presidência da República, segundo adiantou na passada quarta-feira à noite, no programa "Grande Entrevista" da RTP Informação. Note-se que, em 2005, João Jardim ficou impossibilitado de concorrer a Belém devido ao facto de não ter conseguido reunir as assinaturas necessárias para formalizar a candidatura. Aos 71 anos [celebra 72 a 4 de Fevereiro], João Jardim assenta uma eventual candidatura na luta contra o sistema constitucional vigente. Ele que, no passado mês de Julho, havia insistido na necessidade de reformular a Constituição, depois de em Outubro de 2012 ter considerado que a mesma é impeditiva para "cumprir compromissos".

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O ex-governante insular considera que, caso se confirme a sua "corrida" a Belém, será uma boa oportunidade para os eleitores portugueses terem conhecimento sobre as suas ideias. Nas palavras de Jardim, "o povo ia saber como se fazia a mudança". Porém, a sensivelmente um ano das Presidenciais de 2016, o antigo líder do PSD/Madeira sublinhou que ainda não é o momento para discutir o tema, até porque "não tenho as assinaturas". De resto, João Jardim é peremptório ao afirmar que as regras do jogo estão definidas, e que apenas os candidatos da "partidocracia" é que vencem #Eleições e conseguem reunir dinheiro para a realização da campanha.

Pedro Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa "piscam o olho" a Belém

Indefinida continua também a situação de Pedro Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa, ambos com legítimas aspirações de concorrer à Presidência da República.

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Recentemente, Santana Lopes, antigo primeiro-ministro, não se mostrou preocupado com a possibilidade do centro-direita apresentar "vários candidatos a Belém". Todavia, Marcelo Rebelo de Sousa não partilha da mesma opinião. "Uma direita que tem 33 ou 34%, se quiser ganhar as Presidenciais, se se dividir muito, provavelmente elege um candidato de esquerda logo na primeira volta", salientou esta semana. O nome de António Guterres, ex-primeiro ministro socialista, tem sido adiantado como o candidato da esquerda. #Governo