A Etiópia, o segundo país mais populoso do continente africano, é um dos países mais pobres do mundo. A fome é uma presença regular desde o século XVI. É frequente recorrer à ajuda alimentar para a população. Em 1983-1985 decorreu a iniciativa mais bem-sucedida para combater este flagelo: conceituados cantores participaram solidariamente. A crise mais grave decorreu em 2003, atingindo 13 milhões de pessoas. A aposta na "economia verde" é uma esperança cada vez maior para este país.

Em 1992, em Adis-Abeba, capital da Etiópia, no Encontro Lem (Verde), Meles Zenawi (que foi primeiro ministro daquele país de 1995 a 2012) começou a lançar as bases da chamada "economia verde".

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O político definiu ali esta proposta como um modelo "de desenvolvimento centrado nas pessoas, conduzido pelas pessoas e assente na preservação" que necessite de "uma abordagem de amplo espectro e multidisciplinar". 19 anos depois, em 2011, no seguimento na persistência constante por um projeto de desenvolvimento sustentável, o governo etíope apresentou uma Estratégia de Economia Verde Resistente aos Fenómenos Climáticos (CRGE), uma ideia que é a primeira neste moldes em todo o mundo e que visa diminuir as emissões de carbono, permitindo rendimentos medianos na Etiópia antes de 2025.

Basicamente, a CRGE compreende 4 "campos": Agricultura (que melhore a produção agrícola e pecuária, garantindo assim a segurança alimentar e redução das emissões de carbono), Silvicultura (que proteja os bosques e proceder à reflorestação), energia (que aumente a produção eléctrica e inclua as energias renováveis nos mercados locais/nacionais), transportes industriais e infraestruturas (que permitam usar tecnologias com eficiência energética).

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São 6 os ministérios que estão enquadrados nesta medida, o que significa que nos próximos 20 anos,exista um investimento de 115 mil euros, de forma a que se alcance as ambições definidas. Passaram-se apenas 3 anos deste a implementação da CRGE, e apesar de ainda estar muito longe o ano 2025, um documento desta estratégia revela já resultados animadores: "Entre 2005 e 2010, o PIB real do país cresceu 11% anuais, com o sector dos serviços responsável pelo maior crescimento (15%), a agricultura por mais de 8% e o desenvolvimento industrial a ficar um pouco aquém do esperado, com 10%". Também importante para estes dados positivos, tem sido a política estável que tem acontecido na Etiópia nos últimos anos.

A CRGE pretende atingir este ano 2 objetivos específicos fundamentais: colocar as emissões de Carbono a nível 0, permitindo assim melhorar a qualidade do ar e da água, e diminuir o movimento de veículos a gasolina, introduzindo um sistema de eléctricos rápidos. Porém, também existe um lado negativo nesta aposta verde. De forma a desenvolver-se, a Etiópia tenta encontrar investimento estrangeiro. Em 2010/2011, o valor rondava os 1600 milhões de euros, bem mais do que em 2007/2008, que rondava os 664 milhões de euros. #Natureza #Ambiente