Durante 5 longos anos (1999 e 2004), Passos Coelho esteve inscrito na Segurança Social como trabalhador independente, pelo que estava obrigado a efetuar pagamentos de contribuições mensais. Tal não aconteceu, o que originou uma dívida de alguns milhares de euros. Segundo Passos, esta era uma situação que desconhecia, alegando que nunca foi notificado para a regularização do débito. No entanto, recentemente optou por liquidar de forma voluntária a dívida, isto apesar de estar já prescrita uma vez que decorreram 5 anos, prazo necessário para que fiquem perdoadas.

O atual primeiro ministro foi deputado até 1999, anos em que competia à Assembleia da República o pagamento dos respetivos descontos e só em 2004 é que Passos passou a ser gestor de empresas.

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Ora, é precisamente neste intermeio que se originaram as dívidas agora conhecidas. Tal sucedeu uma vez que Passos Coelho desempenhou tarefas de prestador de serviços a diversas empresas, nomeadamente de formação e consultadoria, o que o obrigava a contribuir mensalmente para a Previdência.

As notificações deste tipo de dívidas foram pedidas aos contribuintes em 2007, o que provocou grande alarmismo junto de milhares de trabalhadores independentes, especialmente jovens remunerados através dos designados falsos recibos verdes. O movimento FERVE - Fartos d'Estes Recibos Verdes foi criado nessa altura, sendo frequentes os testemunhos de contribuintes que foram ameaçados com penhoras pela Segurança Social. Os devedores conseguiram ajuda de familiares e amigos para regularizar as somas exigidas pela Segurança Social, sendo que o fizeram a pronto ou através de recurso a prestações.

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Recorde-se que o primeiro ministro Passos Coelho esteve não há muito tempo também envolvido em polémica relativa à sua situação contributiva motivado pela alegada fraude fiscal no tempo em que era colaborador da Tecnoforma. Nesse caso colocou-se em causa qual o carácter remuneratório das funções que Passos Coelho exerceu, ou seja, se teria ou não que declarar esses rendimentos de trabalho. #Justiça