António Guterres, que recentemente viu prolongado o seu contrato para o cargo de Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, continua a reunir a preferência do Partido Socialista para a Presidência da República. Segundo consta, o antigo primeiro-ministro de Portugal ainda não negou de forma peremptória que não está disponível para concorrer a Belém, pelo que os socialistas ainda alimentam esperanças numa eventual candidatura de Guterres. O ex-líder socialista é visto como sendo o melhor candidato para vencer as #Eleições presidenciais de 2016, mas há outros nomes que dão confiança ao PS, casos de António Vitorino e, mais recentemente, Jaime Gama.

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As presidenciais deverão ocorrer no próximo mês de janeiro.

O impasse de António Guterres é algo que não preocupa os socialistas, mas a verdade é que quanto mais depressa a questão das presidenciais ficasse resolvida, melhor. Pelo menos é o que defende Manuel Pizarro, antigo secretário de Estado da Saúde. “António Guterres é o candidato mais forte do Partido Socialista e é muito provável que seja o nosso candidato. Se a candidatura fosse anunciada proximamente seria melhor, uma vez que este assunto ficaria desde já arrumado, com uma solução potencialmente vencedora”, sublinhou.

Porém, Manuel Pizarro, apoiante de António Costa aquando da disputa interna para a liderança do partido, fez questão ainda de frisar, em declarações ao “Público”, que independentemente da “pressão mediática” que exista em torno das presidenciais, neste momento o foco do PS são as eleições legislativas.

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Opinião semelhante tem o eurodeputado socialista Carlos Zorrinho. “As [eleições] presidenciais são muito importantes, mas mais importante para os portugueses é que se verifique uma mudança nas [eleições] legislativas. As pessoas querem mudança”, salientou.

Caso António Guterres acabe por ficar de fora da corrida a Belém, as atenções do Partido Socialista viram-se para António Vitorino e Jaime Gama. Pedro Bacelar de Vasconcelos, actualmente na direcção do partido liderado por António Costa, ressalva que António Vitorino e Jaime Gama “assegurariam com brilho as responsabilidades” de Presidente da República, mas o constitucionalista não tem dúvidas que agora o “grande combate” prende-se com as eleições legislativas.