José Aguiar Branco saiu esta sexta-feira, dia 6, em defesa do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, depois de ter ficado a conhecer as críticas que o secretário de estado do Partido Socialista e presidente da Câmara Municipal de Lisboa fez sobre o caso das dívidas do primeiro-ministro à segurança social. Aguiar Branco afirmou mesmo que "António Costa crítica só por criticar o primeiro-ministro de Portugal para se afirmar no PS, que se encontra totalmente dividido". Recorde-se que António Costa terá dito que Passos Coelho está "a usar e a abusar da imunidade política que o Presidente da República lhe deu, fazendo o contrário daquilo que apregoa".

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"O senhor Doutor António Costa veio agora falar porque está a ter dificuldades em unir o seu partido. Daí que estas críticas não façam qualquer sentido. Primeiro o líder do maior partido da oposição tem de se afirmar dentro do mesmo para depois ter alguma legitimidade para dizer o que quer que seja, até porque tem telhados de vidro", continuou o ministro da Defesa de Portugal.

"Costa tem uma necessidade enorme de falar e de se fazer ouvir. Está com medo, claramente. E para ver se consegue unir o PS faz todo este burburinho sem sentido. O Doutor Pedro Passos Coelho antes de ser primeiro-ministro de Portugal, é um cidadão, como outro qualquer, que merece respeito e alguma privacidade. António Costa deve é preocupar-se com os destinos do seu partido e também em apresentar ideias para um país melhor.

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Algo que ainda, e muito honestamente, ninguém o viu fazer. É esta a oposição do PS?", questionou.

O governante vai ainda mais longe ao referir que o Partido Socialista está parado. "O secretário-geral do Partido Socialista fala mais para dentro do seu partido e não para fora. Isso é notório mas sem efeitos práticos. Aliás, estas críticas vêm no momento em que a economia nacional dá sinais positivos, graças a um grande trabalho deste Governo que em três anos conseguiu colocar Portugal numa situação melhor do que aquela que encontrou. Apesar disso, continuamos a lutar pela descida, ainda mais acentuada, do desemprego, aumento da credibilidade e redução da despesa pública".