O líder da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, anunciou hoje aos deputados municipais, em sessão da assembleia, a sua decisão de abandonar a presidência da câmara. Fernando Medina, o até agora vice-presidente da edilidade, passará a liderar os destinos autárquicos da capital portuguesa até final do presente mandato. #António Costa não explicou as razões da sua saída aos deputados municipais, no entanto é por demais evidente a impossibilidade de conciliar o exercício da função de presidente de câmara em simultâneo com o facto de ser secretário geral do PS e candidato a primeiro-ministro.

De facto era já notório que a compatibilização desta dupla função não estava a correr de feição ao líder socialista e da câmara lisboeta.

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Os mais recentes desenvolvimentos na vida da autarquia lisboeta e as decisões camarárias, como a isenção fiscal ao Benfica, o aumento das tarifas de água, a criação da taxa de turismo, a proibição da circulação na baixa de Lisboa dos automóveis com matrícula anterior a 2000, prenunciavam vida difícil e desgaste adicional de António Costa. Facto esse prejudicial a quem pede a vitória e maioria absoluta nas #Eleições legislativas deste ano.

Nestes últimos tempos, era já público que a saída de Costa estava iminente, pois eram muitos os sinais claros e evidentes disso mesmo. Desde a presença anunciada de Fernando Medina, vice-presidente da câmara, a acompanhar António Costa na assembleia geral da UCCLA, União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, nos próximos dias 16 e 17 de abril, situação única e que nunca tinha acontecido, bem como no início do mês de março ter sido feita a apresentação do n.º 2 do Município Lisboeta, Fernando Medina, no Conselho Metropolitano da AML (Área Metropolitana de Lisboa).

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Os rumores dentro do Partido Socialista também auguravam que a renúncia da presidência da Câmara de Lisboa era inevitável, e, após os péssimos resultados nas eleições regionais da Madeira do Partido Socialista, indubitavelmente precipitou esta decisão do líder do PS. #Governo