O líder do Partido Socialista, António Costa, defendeu esta segunda-feira, dia 23, que a valorização da #Educação será uma das suas prioridades caso seja eleito primeiro-ministro, ao contrário do atual executivo que, segundo Costa, cometeu o maior erro quando "matou" o programa Novas Oportunidades. Para o líder socialista, não se pode investir na educação para adultos numa legislatura para que na seguinte essa aposta deixe de existir. A promessa de António Costa é apostar no ensino básico, no superior e na educação para adultos, porque, para o líder do PS, "não haverá crescimento económico se não houver investimento no conhecimento".

Considerando que o investimento na educação é compatível com o cumprimento das metas do défice, Costa defende que "sacrificar as metas que temos em matéria educativa, em nome da redução do défice, é não só falhar um objectivo de cidadania, de desenvolvimento, mas, no limite, é falhar o próprio objectivo de controlar e gerir melhor as nossas finanças públicas".

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Para o secretário-geral do PS, o maior erro do atual Governo foi ter acabado com o programa Novas Oportunidades, iniciativa dos governos de José Sócrates. "Perante o sucesso do programa, em vez de ter corrigido falhas, em vez de ter criado uma alternativa, pura e simplesmente ter morto a educação de adultos em Portugal, como se não fosse uma necessidade absoluta do nosso presente e do nosso futuro", reafirmou Costa.

Houve ainda tempo para o líder socialista criticar a forma como o governo tem conduzido as políticas relacionadas com o setor da educação, sublinhando ser necessário "estabilizar redes, metas e objectivos", ao mesmo tempo que se "estabiliza a escola" e se a deixa "respirar". As declarações de António Costa foram feitas à margem de uma iniciativa organizada pelo Partido Socialista no Museu de História Natural e da Ciência, sobre Qualificações.

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O líder socialista aproveitou ainda a ocasião para anunciar aos jornalistas que na quarta-feira, dia 25, vai a Paris para se reunir com François Hollande, primeiro-ministro francês, e que depois viajará para Roma onde se encontrará com Matteo Renzi, primeiro-ministro italiano, tudo com o objetivo de concertar posições.