Foi no passado domingo, dia 29, num hotel em Gaia, que António Costa, em ambiente descontraído, falou dos resultados nas eleições na Madeira, abordou várias questões recentes da vida do País, falou da atual maioria PSD/CDS-PP e de como gere os nossos destinos, e, fundamentalmente, do que perspetiva ser essencial e necessário ter de ser feito de forma diferente num futuro próximo, em Portugal.

A sessão começou com a habitual biografia traçada pelo anfitrião, Joaquim Jorge, dos seus convidados, e em seguida António Costa, aproveitando o mote dos 30 anos que passam sobre a entrada de Portugal na Comunidade Europeia, iniciou a sua intervenção neste fórum, realçando que foi benéfico e positivo a nossa integração na CEE, afirmando, no entanto, que, no momento atual, é muito preocupante "estarmos com um nível de riqueza semelhante ao do ano de 2000, passados que estão 15 anos".

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Este aspeto foi motivo para reflexão profunda, salientando que não se identificaram corretamente as causas, sendo que as principais causas são essencialmente problemas estruturais, e que implicam reformas estruturais, com medidas estruturais, que não passam nem pela reforma do mercado de trabalho, nem pelos salários baixos como tem sido o caminho até agora, retirando assim, desta forma e no seu ponto de vista, competitividade à nossa economia.

O político considera ainda que só poderemos competir com outros países europeus quando ficar assente a estratégia na educação, formação profissional e inovação tecnológica, e que "o caminho não se faz com choques, mas sim com trabalho continuado e persistência". O líder socialista prosseguiu e salientou a importância e a originalidade do documento elaborado pelo PS, que é nada mais que uma agenda para a próxima década, em que visa fixar um conjuntos de objetivos para o país para serem alcançados em 10 anos, consolidando, assim, a estratégia política socialista, num compromisso de continuidade do trabalho, estabilidade e persistência, e não recomeçar de novo de cada vez que muda o governo e a legislatura.

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António Costa referiu ainda que no próximo programa do governo é fundamental a participação de toda a sociedade e não de um só partido. O político considera que são precisos debates na sociedade civil, em espaços como o Clube dos Pensadores, debates nas universidades, e também em outros locais. No fundo, formas que tragam as pessoas participar na vida do país. Em jeito de conclusão, o secretário geral do PS focou a importância do que os políticos dizem em campanha eleitoral, porque o que se diz em campanha é para se cumprir depois das eleições a bem da credibilidade e da confiança, dando como exemplo do contrário os últimos três primeiros-ministros que subiram os impostos depois de o dizerem em campanha que não o fariam.