É já este domingo, dia 22, que o movimento político liderado pela ex-deputada do Bloco de Esquerda (BE), Joana Amaral Dias, pode assumir a forma legal de partido político, com o intuito de concorrer às eleições legislativas que se aproximam. "Agir" é o nome do movimento que, recorde-se, nasceu da cisão do também recente "Juntos Podemos". A decisão sobre se o movimento "Agir" passa a partido político vai acontecer após a realização de um colóquio internacional que visa discutir políticas alternativas. A Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa, é o local escolhido para acolher esta iniciativa, entre sábado e domingo, a partir das 14h30.

Maria Dolores Nieto e Jose Copete, do movimento espanhol Podemos, Manolo Monereo, da Esquerda Unida, Stavros Mentos, do Syriza, e o sociólogo Boaventura Sousa Santos, que integra o movimento Tempo de Avançar, são os convidados que irão discursar sobre Economia e Europa.

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No Domingo, a partir das 18h, será então discutida a possibilidade de formalizar o movimento "Agir" como partido político, junto do Tribunal Constitucional. Em declarações ao jornal digital "Observador", Joana Amaral Dias sublinha que o "Agir" apresenta três eixos fundamentais: "combate à corrupção", "aprofundar os mecanismos de participação democrática" e a criação de "um modelo económico" que responda aos problemas que o modelo em vigor, no entender da antiga dirigente do BE, não conseguiu.

A pouco mais de seis meses da ida dos portugueses às urnas, e numa altura em que o Partido Socialista (PS) lidera nas sondagens que têm vindo a público nas últimas semanas, Joana Amaral Dias é peremptória sobre uma eventual coligação entre o "Agir" e o PS. "O 'Agir' já é uma coligação. Isto é, ainda é muito cedo para pensar num cenário de coligações", esclareceu.

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Até porque, na opinião da ex-bloquista, o PS de António Costa está a trilhar um rumo que não agrada à representante do "Agir". "Como sempre tive oportunidade de dizer, o melhor momento de António Costa aconteceu no Vimeiro [local onde teve lugar a Comissão Nacional dos socialistas, após o autarca de Lisboa ter referido que estava em condições de tomar as rédeas do partido]. Depois disso, foi sempre a descer", frisou.