A jovem deputada do Bloco de Esquerda (BE), #Mariana Mortágua, continua a ser alvo de elogios devido à determinação com que encarou a Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BES/GES. Primeiro Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, destacou a boa preparação dos dossiês do caso por parte de Mariana Mortágua. Agora a Bloomberg dedica um artigo à deputada que "veste de negro e calça All Stars". De resto, têm sido unanimes os elogios de vários comentadores ao desempenho da deputada do BE.

A Bloomberg classifica a bloquista de 28 anos de "heroína local" por ter questionado de forma "directa" e "incisiva" os responsáveis pelo fracasso do BES.

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"A deputada do Bloco de Esquerda, o partido português equivalente ao Syriza, saltou para as luzes da ribalta com a sua perseguição insistente aos responsáveis pelo maior colapso empresarial do país, numa geração", pode ler-se no site da Bloomberg.

Em declarações à Bloomberg, o politólogo e docente do ISCSP, António Costa Pinto, sublinha que Mortágua consegue "expressar a frustração que as pessoas sentem em relação" a uma parte da elite que durante décadas "liderou o sistema financeiro". Costa Pinto não tem dúvidas que a identificação das pessoas com Mortágua deve-se ao "estilo de fazer perguntas curtas e duras", principalmente em Portugal, onde as pessoas são, regra geral, "mais subtis".

Já Mariana Mortágua considera que "está a lutar" pelo cidadão comum que foi vítima dos excessos do GES. "Tenho recebido vários emails de pessoas que perderam todas as suas poupanças.

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Tem que haver justiça". A deputada bloquista revela ainda um dos motivos que está por detrás da boa preparação para dissecar o caso BES/GES. "Por vezes ficava acordada até às 3h ou 4h da madrugada para juntar as peças do puzzle".

Filha de Camilo Mortágua, o activista político que participou no assalto ao paquete Santa Maria (1961), Mariana Mortágua é natural do Alvito, uma pequena vila portuguesa localizada no Baixo Alentejo, e entrou para o Bloco de Esquerda em 2013. É licenciada e tem um mestrado em Economia pelo ISCTE-IUL, encontrando-se actualmente a frequentar o doutoramento, também em Economia, na School of Oriental and African Studies, em Londres. Tem uma irmã gémea, Joana Mortágua, que também é militante do Bloco de Esquerda.