Alberto João Jardim, aliás Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim, nasceu a 4 de Fevereiro de 1943 no Funchal. O pai morreu quando ele tinha apenas 11 anos de idade. Em Coimbra, viveu cerca de dez anos, o tempo que demorou para concluir a licenciatura de Direito na Universidade de Coimbra. Segundo Maria Henrique Espada, autora da biografia não autorizada do político, "Alberto João Jardim - O Rei da Madeira" (2010), ele terá concluído o curso na Madeira, tendo demorado treze anos e não dez.


Antes de se tornar político, trabalhou como jornalista e professor. A escrita parece ser um dos seus interesses. Ainda hoje assina colunas no "Jornal da Madeira" e colabora com outras publicações, tendo algumas obras publicadas: "Pela Autonomia e o Desenvolvimento Integral"; "A Experiência da Autonomia Regional da Madeira"; "Regionalização, Europa, Estado e Poder Local"; entre outras. Depois do 25 de Abril, foi um dos fundadores do Partido Popular Democrático, juntamente com Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão, Mota Amaral, Marques Mendes e outros. Mais tarde seria o co-fundador, na Madeira, do Partido Social Democrata (PSD), partido que nunca abandonou - apesar de em 2008 ter ameaçado criar um novo partido.


Em Março de 1978, com apenas 33 anos, assumiu a presidência do governo regional da Madeira e desde logo fez questão de passar a mensagem: "a Madeira será o que os madeirenses quiserem". Conseguiu mais de 40 vitórias legislativas e sempre com maioria absoluta. Tem uma das mais longas carreiras políticas no mundo. Em Portugal, ninguém o supera e depois dele, no podium, está Salazar com 36 anos no poder. Mas como Alberto João Jardim sempre gostou de frisar, ele foi eleito, Salazar não.


Polémico, popular, desbocado e com um discurso feroz e nacionalista contra o "governo colonial" de Lisboa, os "bate-bocas" que teve com os vários governos centrais foram mais do que muitos, tendo atingido o auge no governo de Sócrates, quando, a propósito da Lei das Finanças Regionais (2011), Alberto João Jardim se demitiu em protesto. Nunca poupou nem os do seu partido e, em 2005, disse que "o senhor Silva", deveria ser expulso do PSD. O "senhor Silva" era Cavaco Silva.


Pôs a Madeira no mapa, tornou-a numa das maiores atracções turísticas, devolveu a auto-estima aos madeirenses e, tal como Jardim respondeu a Angela Merkel, com ele a região passou de um 40% do PIB per capita da UE para 106%. Qual o preço? Alto, muito alto! A dívida da Madeira é de sete mil milhões de euros e a região está submetida ao controlo do Ministério das Finanças.


Na vida familiar, sempre se pautou pela descrição. Casou-se com Maria Ângela em 1968 e tiverem três filhos. Aliás, Alberto João Jardim já é avô. Devido a problemas de saúde relacionados com o coração, este resolveu retirar-se, mas ninguém espera que fique calado (nem parado).


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