A já extensa lista de eventuais candidatos à Presidência da República conheceu esta quinta-feira mais dois nomes. Carvalho da Silva e Maria de Belém Roseira admitiram, em declarações à Antena 1 e Rádio Renascença respectivamente, que podem entrar na "corrida" a Belém. Porém, o antigo secretário-geral da CGTP mostrou-se mais incisivo. Recorde-se que, além destes dois últimos nomes, também Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Santana Lopes, António Guterres, Sampaio da Nóvoa, António Vitorino, Jaime Gama, Alberto João Jardim, Manuela Ferreira Leite e Fernando Nobre têm sido apontados como putativos candidatos à Presidência da República.

O ex-sindicalista sublinhou que não é obcecado com a candidatura presidencial, mas que está disponível para ser candidato.

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À Antena 1, Carvalho da Silva frisou que só avançará com uma eventual candidatura caso receba "luz verde" da fase de auscultação que está a realizar. "Vou procurar não defraudar estas posições e estar disponível". O antigo dirigente sindical afirmou ainda que uma candidatura presidencial da sua parte não será novidade. "Não despertei agora para este problema, na medida em que sempre me pronunciei sobre isto. Não estamos na presença de nenhuma novidade". Contudo, Carvalho da Silva não tem dúvidas que uma candidatura deve ser apresentada antes do sufrágio legislativo e que não pode, de forma alguma, "interferir negativamente" naquelas #Eleições, mas sim assumir-se como "uma ajuda para criar alternativa".

Maria de Belém, por seu turno, preferiu manter o tabu sobre as presidenciais. Em declarações à Edição da Noite da Rádio Renascença, a antiga ministra da Saúde garantiu que, "neste momento", a temática das presidenciais é algo que não está nas suas "preocupações".

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A ex-presidente do Partido Socialista foi peremptória: "Como militante do partido vou dedicar-me às legislativas. Depois, logo se vê". Instada a comentar sobre se a sua tomada de posição é sinónimo de que não se exclui da candidatura à Presidência da República, a socialista preferiu contornar a questão, ao afirmar que "não excluo, nem incluo".

Sem certezas sobre uma candidatura presidencial, Maria de Belém vê em António Guterres o melhor candidato. No entender da antiga ministra, o actual alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados "tem um perfil ajustadíssimo", que vai de encontro ao "exercício de funções presidenciais".