Miguel Albuquerque, de 53 anos e ex- presidente da câmara municipal do Funchal, sucede a Alberto João Jardim como presidente do governo regional da Madeira. O PSD conseguiu a maioria absoluta, por um deputado apenas. No discurso de vitória, o social-democrata disse aos madeirenses que a região irá mudar de rumo para sair da "actual encruzilhada de forma positiva". Afirmou ainda que, apesar da maioria absoluta, "todos serão bem-vindos na construção do futuro". Este futuro, segundo Miguel Albuquerque, passará por implementar medidas para estimular o crescimento da economia, diminuir a carga fiscal, combater o desemprego e proteger os mais desfavorecidos.

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O novo presidente do governo regional admitiu que para cumprir estas promessas tem que renegociar a dívida da ilha com o governo do continente, para que a economia madeirense não seja sufocada pelo jugo da dívida.

Sobre a vitória do PSD na Madeira, Marco António Costa,vice-presidente e porta-voz do PSD, atribuiu o resultado das eleições aos madeirenses, que escolheram a proposta com "sentido de responsabilidade e de manutenção do rigor". Com os resultados obtidos, o PSD alcançou a 11.ª maioria absoluta consecutiva nas eleições regionais da Madeira, pela primeira vez sem Alberto João Jardim.

Quanto às restantes forças políticas, o CDS-PP obteve 13,6% dos votos e elegeu 7 deputados e a coligação "Mudança", liderada pelo Partido Socialista (PS) não foi além dos 11,4% (6 deputados eleitos).

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O PS foi o grande derrotado destas eleições, o que levou o líder do PS-Madeira, Victor Freitas, a apresentar a sua demissão.

A coligação Juntos Pelo Povo (JPP) foi a quarta força política: conseguiu 10,3% dos votos e 6 deputados. Atrás do JPP, ficaram a CDU, o Bloco de Esquerda e o PND. Nestas eleições concorreram oito forças políticas, entre partidos e coligações.

Registou-se uma elevada taxa de abstenção, que foi encarada com alguma preocupação e que se fixou em cerca de 50%.

Estas eleições antecipadas foram convocadas devido ao pedido de exoneração de Alberto João Jardim, que abandonou o poder após quase 40 anos no poder.