O mais recente estudo de opinião, levado a cabo pela Aximage para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã, não é nada favorável para o partido liderado por Pedro Passos Coelho. Ainda que os dois maiores partidos portugueses continuem em queda acentuada nas intenções de voto, a verdade é que, se as #Eleições se realizassem esta quarta-feira, dia 11, o Partido Socialista era o vencedor. E nem a subida do CDS, que deverá coligar-se novamente com os sociais-democratas no sufrágio que se avizinha, é suficiente para destronar o PS. Mas já lá vamos.

A sondagem da Aximage dá 36,1% dos votos ao PS, menos seis décimas face ao estudo divulgado em fevereiro.

Publicidade
Publicidade

De resto, e apesar do partido de António Costa surgir no primeiro lugar dos estudos de opinião conhecidos até à data, o que é certo é que este é já o sexto mês consecutivo em que se regista uma perda de pontos percentuais para o PS - quatro, neste período. Todavia, a constante descida nas intenções de voto por parte dos socialistas não está a ser aproveitada pelo PSD. É que, pelo quinto mês seguido, o partido de Passos Coelho desceu nas sondagens e, neste momento, já está abaixo da fasquia dos 30% (28.9%). Em comparação com fevereiro, os sociais-democratas perderam 1,3 pontos percentuais.

Em contrapartida, CDS, CDU e Bloco de Esquerda registam subidas. Dos três, o partido liderado por Jerónimo de Sousa é aquele que consegue uma subida mais significativa, ao reunir mais 1,5 pontos percentuais, reforçando o estatuto dos comunistas como sendo o terceiro maior partido (10,7%).

Publicidade

O CDS subiu oito décimas (6,1%), porém, insuficiente para, juntamente com PSD, superar o PS. Juntos, CDS e PSD reúnem 35% das intenções de voto. O Bloco de Esquerda apresenta agora 4% da preferência do eleitorado, fruto de uma subida de duas décimas. No que concerne aos partidos mais pequenos, o PDR de Marinho e Pinto baixou de 5,2% para 4,4%, ao passo que o Livre de Rui Tavares caiu de 2,5% para 1,6%.

Este estudo de opinião foi realizado a indivíduos que constam nos cadernos eleitorais em Portugal, com telefone fixo em casa ou possuidores de telemóvel. Realizaram-se 600 entrevistas (275 homens e 325 mulheres) entre os dias 3 e 6 de março. O erro máximo da amostra é de 4%, para um grau de probabilidade de 95%.