Mariano Gago, que morreu hoje, sexta-feira 17 de Abril, com 66 anos de idade, caracterizou-se por ter sido o ministro que durante mais tempo exerceu funções, no pós 25 de Abril de 1974. Licenciado em engenharia Electrotécnica, José Mariano Rebelo Pires Gago, natural de Lisboa, foi ministro nos governos socialistas chefiados por António Guterres e José Sócrates, num total de 12 anos. Morreu, de forma súbita, em sua casa em Lisboa, depois de cerca de dois anos a combater um cancro.

Mariano Gago foi ministro da Ciência e Tecnologia, entre 1995 e 2002, e ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, entre 2005 e 2011.

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Altura em que regressou ao Laboratório de Instrumentação e Física de partículas, instituição ligada ao Instituto Superior Técnico e que dirigia. Era Doutorado em Física pela Universidade de Paris, e o seu nome fica associado, entre outras iniciativas e projectos, à criação da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, gestora da rede Ciência Viva. Em 1992, o socialista foi agraciado com o título de Comendador da Ordem de Sant'Iago da Espada.

Logo que foi conhecida a morte de Mariano Gago, o PS colocou a sua bandeira a meia haste no seu edifício sede, no Largo do Rato, em Lisboa. O líder nacional do partido, António Costa, exaltou o perfil e o percurso de Mariano Gago, considerando-o um "grande cientista" e "visionário" sobre a ciência em Portugal. Para o líder socialista, consternado com a morte de Gago, o ex-ministro alterou o paradigma da ciência em Portugal, colocando-a no centro das políticas para o desenvolvimento.

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Também o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho considerou o ex-governante como um "académico ilustre" que serviu o seu país ao exercer o cargo de ministro, considerando que o mesmo deixou uma "marca significativa na organização do Sistema Científico e Tecnológico Nacional".

Num comunicado emitido ao final da tarde, o actual ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, bem como os seus secretários de Estado, Leonor Parreira e José Ferreira Gomes, lamentou "profundamente a morte" do seu antecessor. "O trabalho e a actividade de José Mariano Gago marcaram de forma assinalável o grande crescimento e a internacionalização que a Ciência teve ao longo de muitos anos em Portugal", refere a equipa do Ministério da Educação e Ciência.