É militante do CDS-PP e primo do antigo líder do partido, Diogo Freitas do Amaral. Paulo Freitas do Amaral, que foi presidente da Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, em Oeiras, manifesta a sua intenção em se candidatar ao Palácio de Belém. É o terceiro a fazê-lo, depois de Henrique Neto e Paulo Morais. Afirma que a sua candidatura às #Eleições presidenciais do próximo ano pretende remeter para a discussão pública determinados temas, e "marcar a agenda de uma geração que tem sofrido com as políticas do governo que motivaram a emigração".

Diz que passou pela Secretaria de Estado das Comunidades Portugueses, pelo que conhece bem os programas da emigração portuguesa, assim como da restante geração que está no país a passar dificuldades para conseguir um trabalho, tanto no sector privado como no público. Paulo Freitas do Amaral tem 36 anos de idade e apresentará a sua candidatura a 30 de Maio, no concelho de Oeiras, onde cresceu, foi presidente de junta de freguesia e deputado municipal.

O candidato à Presidência da República quer aproximar as pessoas à política e tem como público-alvo os jovens. Afirma, ainda, que o cargo, actualmente exercido por Aníbal Cavaco Silva, precisa de "caras novas" e de uma "nova geração", rompendo o ciclo de pessoas que estão na vida política há vários anos. Paulo Freitas do Amaral reconhece que será, talvez, o candidato mais jovem a entrar na corrida para a Presidência da República e que tem "debilidades da própria juventude". Porém, recorda que enquanto foi presidente de junta de freguesia esteve na linha frente dos problemas das pessoas, como pobreza e despejos compulsivos, o que faz com que se apresente com uma "sensibilidade social importante".

Recorde-se que o empresário da Marinha Grande, Henrique Neto, já apresentou publicamente a sua candidatura às eleições presidenciais de 2016. Surgiu, na semana passada, a intenção de Paulo Morais, ex-vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, em se candidatar, tendo agendado para o próximo sábado a sessão de apresentação da candidatura.