Jerónimo de Sousa não poupou nas críticas ao anúncio da coligação entre PSD e CDS que, uma vez mais, vão unir esforços nas legislativas que se aproximam. O líder dos comunistas lançou farpas à data escolhida para o anúncio da união dos dois partidos, num almoço comemorativo do 25 de abril, que juntou cerca de 800 pessoas em São João da Talha. No entender do secretário-geral do PCP, é um "insulto ao Dia da Liberdade" que o anúncio da coligação tenha sido feito a 25 de abril. Mas, com ou sem coligação, Jerónimo de Sousa não tem dúvidas que os eleitores vão mostrar cartão vermelho à maioria que suporta o #Governo.

"PSD e CDS anunciaram ontem [sábado] que vão coligar-se, e fizeram-no no dia 25 de abril.

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Acredito, camaradas, que é importante sublinhar que é um insulto ao 25 de abril esta maioria de direita que está a dizimar o que resta de Abril vir comemorar o seu acordo nesta data, de cravo ao peito", salientou o secretário-geral dos comunistas, no domingo, dia 26.

Jerónimo de Sousa foi mais longe, ao afirmar a coligação entre sociais-democratas e centristas foi a "força" que se opôs ao 25 de abril e frisou que não recebeu com surpresa o entendimento entre PSD e CDS. Considera o líder dos comunistas que os partidos da maioria, PSD/CDS, "estiveram juntos na destruição" e, por conseguinte, "querem continuar a destruição lado a lado".

O secretário-geral do PCP deixou claro aquilo que espera dos portugueses quando estes forem chamados às urnas: "Uma derrota, uma redução da votação na direita bastante considerável, para afastar este Governo de Pedro Passos Coelho da vida política nacional em termos institucionais", declarou.

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Nuno Melo acredita que coligação PSD/CDS vai ter forte apoio dos centristas

Nuno Melo, vice-presidente do CDS, afirmou ontem, domingo, que vai "defender" a coligação PSD/CDS na Comissão Política Nacional e no Conselho Nacional. Em declarações à Agência Lusa, o eurodeputado frisou que o compromisso estabelecido entre os dois partidos justifica-se na medida em que "faz sentido" que "sejam avaliados conjuntamente" após o trabalho desenvolvido durante uma legislatura. #Eleições