"É para ganhar". É com esta convicção que o movimento político Partido Unido dos Reformados e Pensionistas (PURP) pretende encarar as #Eleições legislativas que se aproximam. Para o efeito, alguns elementos que integram aquele movimento entregaram esta terça-feira 8770 assinaturas no Tribunal Constitucional, de forma a assumir-se como partido político e poder concorrer no próximo acto eleitoral. António Mateus Dias, fundador e rosto principal do movimento, releva à Agência Lusa que o processo de recolha de assinaturas durou cerca de quatro meses. As eleições legislativas acontecem entre 14 de setembro e 14 de outubro.

António Mateus Dias explica o processo.

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"Recolhemos 8770 assinaturas, pelo que achamos que é o suficiente. Entregámos o projecto de estatutos bem como a declaração de princípios" no Tribunal Constitucional, em Lisboa. Antigo trabalhador da empresa ANA - Aeroportos de Portugal, António Mateus Dias sublinha ainda que o PURP tem como objectivo concorrer "a todos os cargos do país", a começar já nas eleições legislativas deste ano.

De resto, o fundador do movimento não tem dúvidas que o PURP vai a votos com o intento de "ganhar as eleições", pois considera que o partido tem "capacidade e material" para tal. Para já, e numa altura em que o tema das eleições presidenciais tem marcado a agenda, António Mateus não quis pronunciar-se sobre um eventual apoio a algum candidato presidencial. Também a identidade do cabeça de lista do partido irá manter-se no anonimato, por enquanto.

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De acordo com o fundador do PURP, o anúncio será feito "depois do partido estar formado".

No que concerne às propostas políticas do PURP, que segundo António Mateus não se posiciona à esquerda ou à direita pois entende que estas posições "são teorias atrasadas no tempo e que não resolvem os problemas da sociedade", destacam-se a reposição dos escalões de IRS para valores e tabelas anteriormente conhecidos, o aumento do valor das reformas mínimas, ou a "criação de um ministério ou secretaria de Estado que defenda" pensionistas e reformados.

Mas o que está na origem do PURP? Nas palavras de António Mateus, o PURP surge da necessidade de não existir em Portugal quem defenda esta franja da sociedade. O país não tem "associações de reformados que defendam os reformados e pensionistas, que são cerca de quatro milhões de pessoas, com dois milhões praticamente no limiar da pobreza".