Não ata nem desata. A seis meses do sufrágio que vai eleger o XX Governo Constitucional, o mais recente estudo de opinião mostra, uma vez mais, que as legislativas vão ser discutidas taco a taco. Com ou sem coligação PSD/CDS, e ainda que o PS continue a reunir uma maior percentagem das intenções de voto, a verdade é que por um voto se ganha, por um voto se perde. E os eleitores não parecem interessados em estender a passadeira vermelha de acesso ao poder a nenhum dos partidos. O barómetro da Aximage de abril foi realizado entre os dias 4 e 8 de abril.

O PS de António Costa surge com 36,9% dos votos, uma subida de 0,8 pontos percentuais em relação ao mês passado (36,1%).

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Mas no PSD reina a esperança de os portugueses concederem novo mandato governativo e a verdade é que os sociais-democratas registaram um aumento das intenções de voto: de 28,9%, em , para 30,5%, em abril. O CDS mantém uma percentagem de 6% das preferências dos eleitores. E até pode ir a votos sozinho. É que esta terça-feira à noite, na reunião do Conselho Nacional, Passos Coelho afirmou que se o PSD conseguir governar sozinho "ainda melhor".

Porém, o líder dos sociais-democratas remeteu para mais tarde a decisão sobre a coligação com os centristas. Quem não ficou satisfeito com as palavras de Passos Coelho foi o CDS. Ao "Diário de Notícias", um dirigente centrista atirou: "Se calhar também podíamos afirmar que o CDS governaria melhor sem o PSD". Juntos, os dois partidos de governo apresentam neste momento 36,5 das intenções de voto, apenas menos 0,4 pontos percentuais que o PS.

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A CDU reúne 9,2% dos votos, o Bloco de Esquerda 3,5% e o PDR de Marinho e Pinto, ainda que tenha perdido seis décimas, continua à frente dos bloquistas, com 3,8% das intenções de voto. O Livre, que subiu em abril, apresenta 1,7% dos votos. A abstenção situa-se nos 35,4% (desceu 2,8 décimas).

O universo dos inquiridos é constituído por indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal, que tenham telemóvel ou telefone fixo no lar. Foram realizadas 602 entrevistas telefónicas (271 homens e 331 mulheres), com uma taxa de resposta de 82,6%. As zonas abrangidas foram o interior centro norte, litoral centro norte, sul, ilhas, Lisboa e Setúbal e Grande Porto.

Intenções de voto (com coligação PSD/CDS):

PS: 36,9% | PSD/CDS: 36,5% | CDU: 9,2% | Outros: 8,4% | PDR: 3,8% | BE: 3,5% | Livre: 1,7%

Intenções de voto (sem coligação PSD/CDS):

PS: 36,9% | PSD: 30,5% | CDU: 9,2% | Outros: 8,4% | CDS: 6,0% | PDR: 3,8% | BE: 3,5% | Livre: 1,7%