O seu nome está ligado à criação das maiores clínicas privadas de diálise do país. Cândido Ferreira, de 66 anos, é um reputado médico nefrologista, autor, empresário e empreendedor, com um papel de grande intervenção na vida social, autárquica e associativa. Foi dirigente concelhio e distrital do Partido Socialista e apresentou agora a sua candidatura à Presidência da República. Tal como acontece com Henrique Neto, que também já anunciou a sua intenção em se candidatar ao Palácio de Belém, a sua vida profissional tem o cordão umbilical ligado a Leiria.

Escolheu o dia 25 de Abril e a sua terra Natal, Febres, no concelho de Cantanhede, para dizer aos amigos, apoiantes e portugueses que pretende ser candidato a ocupar a cadeira onde se senta actualmente Cavaco Silva. Cândido Ferreira alertou para as "vítimas inocentes de políticas erradas" que hoje "passam por agruras desnecessárias", como é o caso das famílias, dos reformados e da classe média, assim como a juventude que foi forçada a emigrar para outros países à busca de melhores condições. Aqueles que, na sua opinião, estão a ser o "alvo privilegiado" de um "ataque sem precedentes em toda a nossa História".

O médico quer apresentar-se como um candidato "responsável e credível" que dê voz a quem não a tem. Ou seja, "uma candidatura independente, do povo, com o povo e para o povo". Revê-se no antigo Presidente da República Manuel de Arriaga, e lembra os mandatos de Ramalho Eanes, de quem foi duas vezes mandatário, a de Mário Soares, que apoiou, e a de Jorge Sampaio, de quem foi director de campanha para o distrito de Leiria.

Segundo Cândido Ferreira, os portugueses "temem pelo seu futuro" agora à mercê do "capitalismo descontrolado e selvagem". Afirma que nunca os cidadãos "sofreram tanto, às mãos de tão poucos e sem que o Presidente da República alguma vez tivesse tomado alguma atitude firme em prol do nosso povo".

Diz não se conformar com o "apagamento da vontade de soberania popular e de afastamento dos valores", daí que o seu programa de acção será a Constituição Portuguesa. Porém, tem prioridades, que passam pela reforma dos serviços do Palácio de Belém, com o objectivo de reduzir drasticamente os custos inerentes ao funcionamento da Presidência. #Eleições #Eleições Presidenciais