Manuel José Almeida, residente em Vila Nova de Gaia, assumiu-se como candidato à presidência da República, depois de ter concorrido à Câmara de Gaia nas últimas autárquicas. Nesta entrevista, Manuel Almeida, conhecido na imprensa por "Ninja político", desfaz alguns mitos, e explica-nos as suas motivações e os seus objectivos para a campanha presidencial de 2016.

Já é conhecido na política pela candidatura à Câmara de Gaia, onde ficou conhecido por "Ninja". De onde surgiu isso?

A imprensa tem a mania de fazer de nós chacota, porque nós, que temos os tomates no sítio, falamos, e eles, que não os têm no sítio, usam quem fala para benefício próprio.

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Isso do Ninja prejudicou-me nas autárquicas, porque a imprensa foi atrás de toda aquela miséria de gozo e humilhação que sofri na internet. E depois a televisão ainda usou o vídeo da minha campanha, um vídeo formal, meu, sem ordens. Eu coloquei processos em tribunal, mas foram todos indeferidos, porque é este o estado da nossa justiça. Uma vergonha!

Mas essa alcunha surgiu por iniciativa da candidatura, ou veio de fora?

Foi a imprensa. Desde que entrei na política os jornalistas foram à internet ver tudo o que era meu, e como tinha alguns vídeos onde ensino artes marciais aos meus alunos, começaram a dizer que eu era o único político Ninja no mundo.

Mas o Manuel Almeida aproveitou-se um pouco disso...

Correcto, uma vez que sou conhecido pelo povo como Ninja, é óbvio que aproveitei o slogan.

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Mas estou novamente a ser gozado e humilhado por indivíduos na Internet, que não acreditam que sou Ninja, mas também não tenho de lhes dar satisfações. Mas o que se está a passar, e continua a passar, o gozo e humilhação, tem de acabar. A humilhação na Internet tem de acabar, não só comigo, mas com qualquer pessoa. A liberdade do 25 de Abril foi excessiva, e começou logo na política, e isso só acontece porque o povo permitiu, e depois os políticos passam o tempo a gozar. Não há respeito.

Acha que teria mais votos nas autárquicas se não fosse conhecido como "Ninja"?

Talvez. Mas também fui prejudicado porque o partido que me prometeu apoio não cumpriu, apenas me pagou as fotocópias para a campanha, e nem sequer me apoiou na questão da humilhação que sofri. Por isso, desta vez vou com uma candidatura sem qualquer máquina partidária. Aliás, a minha máquina partidária é a VieroMinho, uma empresa de construção civil da Póvoa de Varzim, que me apoiará com a publicidade.

E como está o processo de recolha de assinaturas?

A recolha estava em curso, mas mudei de residência e tenho de começar tudo de novo.

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De qualquer forma, não estou preocupado, muita gente se ofereceu para me ajudar, e assim que eu tiver o número de cartão de eleitor com a morada actualizada, então avançarei com a recolha de assinaturas, e siga para a frente, pois tenho fé que vou conseguir.

Caso seja eleito, irá tentar implementar algumas medidas, alterar poderes do Presidente ou assim?

A primeira medida é impor respeito em Portugal, e entre os Portugueses. É necessária uma conversa com o Tribunal Constitucional para mantermos o respeito. O presidente é o chefe supremo da república, por isso ele é que tem de pôr na ordem os deputados da Assembleia, que não têm respeito por ninguém.

Pretende impor primeiro o respeito no parlamento, para depois impor entre os portugueses?

O respeito tem de partir do alto patamar, e podem-me criticar, já publiquei que seria a réplica de Salazar, mas as pessoas têm que entender que só me refiro ao respeito, e não proibir ninguém de falar. Falo só de respeito uns pelos outros.

Leia a restante entrevista onde o candidato a candidato, Manuel Almeida, fala sobre os casos que têm abalado o país, e sobre o que pretende fazer caso seja eleito Presidente da República, em 2016.