Manuel Pinho, ex ministro da economia no Governo de José Sócrates, avançou com um processo em tribunal contra o Novo Banco e o Novo Banco África, por achar que tem direito à reforma antecipada do tempo que trabalhou como quadro do BES. Pinho trabalhou no banco já extinto, até ao início de 2014, recebendo um salário mensal de 39 mil euros.

O jornal Expresso diz na sua edição online que este processo tem por base uma carta escrita por Ricardo Salgado, onde este garantia que Pinho poderia reformar-se antecipadamente recebendo os salários até à idade da reforma. Faltando 5 anos para os 65, Manuel Pinho pediu para receber o valor de uma vez, 2 milhões de euros.

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Mas foi a ainda administração de Ricardo Salgado que disse que Manuel Pinho não teria direito à reforma antecipada. Manuel Pinho voltou ao BES, depois de sair do Governo em 2009, tendo em 2010 assumido o cargo de vice-presidente do BES África com o salário de 39 mil euros. Tendo também, na mesma altura, começado a desempenhar funções de director no BES com um salário de 3 mil euros, mais secretária, assistente, viatura, telemóvel e cartão de crédito com plafond de 25 mil euros, segundo fonte do Expresso.

A questão é que segundo as regras do BES, Manuel Pinho só teria direito a receber a pensão quando chegasse à idade de reforma. O BES nunca se mostrou disponível para o pagamento antecipado da reforma, e uma alteração no plano de negócios no BES África motivou a dispensa dos serviços do ex-ministro, deixando também de receber os 39 mil euros de salário, mantendo apenas o lugar de director, embora sem as regalias a que teve direito em 2010, desde a secretária ao telemóvel.

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Como não houve acordo entre as duas partes, o caso seguiu para tribunal. Manuel Pinho vive actualmente em Nova Iorque onde dá aulas na Universidade de Columbia, leccionando uma cadeira sobre energias renováveis.

Manuel Pinho ficou conhecido como o ministro dos "corninhos", um episódio insólito em que fez um gesto à bancada do PCP na altura que era ministro da Economia. #Bancos