Não tem sido um casamento fácil ao longo de toda a legislatura e até contou com uma "irrevogável" separação. Há vários meses que corriam rumores sobre o anúncio da coligação para as próximas legislativas, confirmação que chegou este sábado, dia 25 de Abril. Os dois partidos assumem assim, perante os portugueses, que têm intenção de manter-se juntos na próxima legislatura, confirmando a necessidade de o país seguir a mesma linha política que foi seguida ao longo dos últimos cinco anos, marcados pela presença da troika e de um período de grande restrição orçamental.

O novo acordo foi tornado público esta noite através de uma conferência de imprensa conjunta do líder do PSD e actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e do líder do CDS-PP, #Paulo Portas, na qual os dois líderes fizeram referência às dificuldades vividas nos últimos anos pelos portugueses, alertando que a possibilidade da viragem à esquerda poder trazer de volta o descontrolo das contas públicas.

Publicidade
Publicidade

Paulo Portas mencionou no seu discurso que o actual #Governo pretende devolver aos portugueses as parcelas das pensões e dos salários e as contribuições extraordinárias que foram exigidas ao longo dos últimos anos, ressalvando que esse processo será gradual, de forma a manter controladas as contas públicas, ao contrário do que vem sendo prometido pelo candidato ao cargo de primeiro-ministro pelo PS, António Costa.

Já o actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ressalvou a importância de Portugal precisar de uma coligação estável e que continue o programa que tem vindo a ser realizado, conseguindo melhorar a vida da população que sofreu em grande escala com a crise que existiu no país.

Passos Coelho afirmou que o actual Governo pretende seguir uma política cautelosa sem grande euforias, mas ainda assim de espírito positivo.

Publicidade

O primeiro-ministro salientou que, apesar dos baixos juros da dívida e do preço do petróleo, que têm aliviado a pressão sobre a economia portuguesa, a política a seguir vai manter o realismo sem nunca hipotecar o futuro do país. A conferência de imprensa terminou com a assinatura de uma declaração conjunta sobre o acordo de coligação dos dois partidos.

Juntos são mais fortes nas legislativas

Esta decisão de concorrer em conjunto nas próximas #Eleições legislativas surge da necessidade de os dois partidos tentarem lutar para permanecer no Governo. As políticas levadas a cabo nesta legislatura acabaram por enfraquecer a posição dos dois partidos, no entanto, candidatando-se em conjunto, têm mais possibilidades de fazer frente ao PS, que surge em primeiro lugar nas sondagens.

Actualmente o Partido Socialista surge com uma vantagem de cerca de dez pontos percentuais face ao Partido Social Democrata. No entanto, somadas as intenções de voto de PSD e CDS-PP a diferença é encurtada para cerca de 3%. O último barómetro da Eurosondagem dava em Abril uma diferença de apenas 2,8% para o PS (37,5%) em caso de coligação PSD/CDS-PP (34,7%).