Foi à margem da conferência "Reforma do Regime" que Rui Rio, antigo presidente da câmara do Porto, se pronunciou sobre dois temas que marcam a agenda política por estes dias: #Eleições presidenciais e propostas macroeconómicas apresentadas pelo Partido Socialista (PS). Sobre as presidenciais, o ex-autarca considera que seria "hipócrita" se afirmasse que não cogita entrar na corrida a Belém, ao passo que o cenário macroeconómico apresentado por António Costa na passada terça-feira, dia 21, é "demasiado arriscado". Rui Rio recusou-se a comentar as candidaturas entretanto já apresentadas. As declarações foram proferidas ontem à noite antes do começo da conferência promovida pela Academia Sá Carneiro do PSD/Porto.

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"Não existe qualquer tabu [sobre as eleições presidenciais], mas hoje [ontem] estamos aqui reunidos para um debate que o PSD/Porto promove sobre a reforma do regime e é sobre isso que eu venho falar", começou por dizer Rui Rio à imprensa, à entrada para a conferência. Todavia, confrontado novamente com o tema presidenciais, o social-democrata não escondeu que pensa nas eleições para a Presidente da República, mas rejeitou pronunciar-se sobre os nomes que já estão na corrida. "Seria hipócrita se dissesse que não penso [nas eleições presidenciais]. As notícias saem quase todos os dias", frisou.

Juntamente com Marcelo Rebelo de Sousa e Pedro Santana Lopes, o antigo autarca portuense é dos nomes que vem sendo veiculado como possível candidato do centro-direita. Mas nem sobre a candidatura de Paulo Morais, vice-presidente da Associação Transparência e Integridade e ex-número dois de Rui Rio na câmara do Porto, o social-democrata teceu qualquer comentário.

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"Não tenho nada a dizer sobre esse ou qualquer outro candidato", sentenciou.

Instado a comentar as propostas apresentadas pelo PS, Rui Rio, formado em Economia, manifestou o seu "respeito" pelos elementos que redigiram o documento mas que, numa primeira análise, parece-lhe "demasiado arriscado". Entende o ex-autarca que é preciso "acreditar" no crescimento da economia recorrendo à "forma" que foi utilizada em tempos passados e que "não surtiu efeito nenhum". Na óptica de Rui Rio, a aposta no consumo privado é "demasiado grande", sendo que na base do crescimento estarão as exportações e o "investimento externo estrangeiro", na medida em que, sublinha o social-democrata, "não existe investimento que chegue em Portugal".