Esta quarta-feira a gigante Google pediu oficialmente desculpas a Barack Obama depois de se aperceber de que quando deparado com algumas expressões racistas como "casa do negro" e "rei negro" a sugestão do serviço de mapas da #Google era a Casa Branca. A solução temporária da Google foi desativar a opção de personalização dos mapas pelos utilizadores, e estimam que o problema será resolvido até dia 27 de Maio, data na qual realizarão novo comunicado. Até lá, a gigante de Mountain View pede aos utilizadores que alertem para qualquer anormalidade no sistema. Em comunicado ao "The Washington Post" o porta-voz oficial da Google afirmou que as equipas da empresa estão a trabalhar ao máximo para que os utilizadores possam ver o sistema voltar ao normal o quanto antes.

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Este não foi o primeiro incidente no sistema de mapas da Google; o mesmo já mostrou até fotografias da mascote "Android" a urinar sobre o símbolo da outra gigante das tecnologias, a norte-americana Apple. Em relação às causas do incidente a Google não tem certezas, ficando na dúvida se o incidente foi causado por uma falha no algoritmo de pesquisa ou se tais resultados foram origem de obras de terceiros.

Em relação ao tema de racismo, a Google não é nova neste campo, tendo bastantes falhas a apontar. Quando se pesquisa nomes tradicionalmente negros o motor de busca tende a apresentar resultados de empresas de verificação de cadastro em 25% dos casos. Nas sugestões também há uma probabilidade alta de sugerir frases racistas depois de inserida a palavra "why".

Quanto às frases racistas na caixa de pesquisa, a Google não pode ser totalmente culpabilizada, visto que as sugestões são baseadas pura e simplesmente em biliões de pesquisas à volta do mundo.

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Ficou também a promessa de que os engenheiros do sistema de pesquisa da Google vão deitar "mãos à obra" no sentido de tornar o sensor de indecência mais robusto e confiável. 

Numa altura em a nossa sociedade está a tentar transicionar entre as antigas discriminações e a mente aberta mais atual, a opinião pública tende a exigir, especialmente de empresas que movimentam grandes quantidades de informação, cuidado na disseminação de conteúdo ofensivo.