Foi à margem da apresentação da sua biografia que Rui Rio, antigo presidente da câmara do Porto, acusou a classe política de falta de qualidade. O social-democrata não deixou de sublinhar que há "muita gente" com capacidades na cena política, mas afirmou que o número de políticos sem qualidade "é cada vez maior". Em Famalicão, durante a apresentação do livro "Rui Rio - De corpo inteiro", da autoria de Mário Carvalho, o ex-autarca portuense voltou a esquivar-se ao tema das presidenciais, ele que é apontado como possível candidato à Presidência da República. O sufrágio para eleger o novo chefe de estado acontece em janeiro do próximo ano.

Até à data, estão confirmadas cinco candidaturas a Belém: Henrique Neto, António Sampaio da Nóvoa, Paulo Morais, Paulo Freitas do Amaral e Orlando Cruz.

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Mas Rui Rio, que juntamente com Marcelo Rebelo de Sousa e Manuela Ferreira Leite são apontados como eventuais candidatos da direita, parece não estar muito interessado em juntar-se ao rol de candidatos já confirmados. Ainda que o social-democrata vá dizendo, aqui e ali, que pode avançar para Belém, a verdade é que quando confrontado com o tema, o ex-autarca tem contornado a questão.

Em Famalicão, Rui Rio sublinhou que há várias maneiras de fazer combate político, pelo que a corrida a Belém pode não estar na sua lista de prioridades. "Já fiz parte deste combate como deputado, como autarca, e posso fazê-lo como um mero cidadão. Há várias formas de o fazer", disse. Com ou sem candidatura a Belém, Rui Rio está atento à vida política nacional e sublinhou a falta de qualidade nos políticos portugueses.

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Apesar de existir "muita gente" com qualidade na política, o social-democrata considera que o número de políticos sem qualidade "é cada vez maior". "Os que têm fraca qualidade são cada vez mais e os que têm qualidade estão a diminuir", salientou, esta sexta-feira, dia 8.

O antigo autarca pronunciou-se ainda sobre a degradação do actual regime, ao afirmar que há duas ou três décadas "a capacidade para dar conta dos problemas do país" era muito maior do que é actualmente. Rui Rio frisou que é necessário "revitalizar" os partidos e apontou o caso da greve dos pilotos da TAP Portugal para ilustrar a sua preocupação com o regime. "Uma minoria impor-se a uma maioria é compreensível e aceitável numa ditadura. Num regime democrático, respeita-se as minorias, mas no momento em que estas chocam com as maiorias, o interesse colectivo tem de prevalecer", finalizou. #Governo #Eleições