A grande parte dos portugueses acredita que o caso #José Sócrates vai prejudicar o PS nas #Eleições legislativas. Esta é a conclusão de um estudo efectuado pelo Cesop esta semana. 54 por cento das pessoas acredita que o processo que envolve o ex-primeiro-ministro vai ter influência no resultado socialista no sufrágio. E 88% das pessoas é da opinião que a influência vai ser prejudicial.

Confirma-se assim um dos receios do líder do PS, António Costa, que desde o primeiro momento afastou o partido "de um processo que (…) só à justiça cabe conduzir", disse o responsável após a detenção de Sócrates. De resto, no Largo do Rato só Mário Soares tem defendido em público a libertação do anterior governante, tecendo duras críticas à justiça na Operação Marquês.

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Prisão preventiva mantém-se apesar dos recursos

Sócrates continua em prisão preventiva. Recusou a pulseira electrónica para cumprir a medida de coacção de prisão domiciliária, continuando, por isso, no Estabelecimento Prisional de Évora, onde está desde Novembro de 2014. Esta semana foram recusados dois recursos para a sua libertação. Um deles não foi unânime para o Tribunal da Relação de Lisboa: um dos juízes do colectivo, de três, teve um voto vencido, defendendo a tese que não existem indícios que a Operação Marquês seja de especial complexidade. O magistrado referiu, por isso, que Sócrates deveria ser libertado no imediato.

Caso Sócrates deverá coincidir com duas eleições

Além das eleições legislativas, é expectável que o caso judicial que envolve Sócrates coincida também com as presidenciais do próximo ano. Nas primeiras, que se devem realizar no início de Outubro de 2015, os portugueses esperam, apesar de tudo, que o PS seja o partido mais votado (54%), mas sem maioria absoluta (65%).

Por outro lado, nas presidenciais, os candidatos ligados aos socialistas - Sampaio da Nóvoa e Henrique Neto - não recolhem tanto "favoritismo", com quase metade dos inquiridos do Cesop a não conhecerem Nóvoa.

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Já Henrique Neto escapa ao conhecimento de 68% das pessoas. Marcelo Rebelo de Sousa, que não oficializou, para já, qualquer candidatura, é nesta altura o preferido dos inquiridos para suceder a Aníbal Cavaco Silva em Belém.