Os membros do movimento "Eu Não me Vendo", com ligações ao partido AGIR, prometeram e cumpriram. Depois da ação polémica levada a cabo ontem na varanda da Assembleia da República, esta manhã foi a vez do Centro Cultural de Belém (CCB), assim como várias dezenas de edifícios, "acordar" com uma faixa branca de grandes dimensões, colocada na entrada principal do edifício, onde se podia ler: "VENDIDO".

Referência cultural da cidade de Lisboa, inaugurada há 22 anos, o CCB viu por diversas vezes a polémica associada à sua existência - desde a escolha da sua localização, junto a um monumento classificado património mundial pela UNESCO, ao investimento público de 27 milhões de euros na sua construção (quatro vezes e meia superior ao orçamento inicial) - e foi agora escolhido pelos ativistas para dar visibilidade ao protesto contra as privatizações levadas a cabo pelo #Governo português.

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Cartazes mudam o rosto de Lisboa

Foram cerca de 20 os membros do grupo "Eu Não me Vendo" que, literalmente, espalharam a palavra pela capital durante a madrugada de ontem. Cartazes, faixas e autocolantes com a singela e poderosa afirmação "Vendido" foram afixados em algumas estações do Metro de Lisboa, no terminal 2 do aeroporto da Portela, em estações dos CTT, centros de atendimento da Segurança Social e delegações da EDP.

Até ao momento não se registaram quaisquer incidentes com as autoridades, tendo os manifestantes levado a cabo as suas iniciativas de forma praticamente invisível e apanhando os lisboetas de surpresa pela manhã.

Protestos vão espalhar-se pelo país 

Segundo afirmam os ativistas no site do movimento, estas ações de protesto irão continuar e o "alvo" preferencial para se insurgirem contra as privatizações de empresas privadas e a perda de soberania nacional continuará a ser o espaço público.

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Segundo declarações já proferidas por Nuno Ramos de Almeida à comunicação social, Lisboa terá funcionado como ponto de partida da campanha do partido AGIR, que concorre às eleições legislativas, devendo agora espalhar-se por outras regiões do país.