Se o acto eleitoral acontecesse hoje, dia 8 de junho, o Partido Socialista seria o vencedor. De acordo com o estudo de opinião realizado pela Aximage para o Correio da Manhã, entre os dias 31 de maio e 4 de junho, os socialistas surgem com 38% das intenções de voto, ao passo que a coligação PSD/CDS aparece com 37,2%, menos 0,8 pontos percentuais em comparação com o PS. Apesar da subida dos socialistas, a verdade é que a maioria absoluta pedida pelo secretário-geral do partido, António Costa, ainda está longe de ser concretizada. Recorde-se que, no barómetro de maio, PS e partidos da maioria estavam a braços com um empate técnico.

Diz ainda a mesma sondagem que os restantes partidos perdem terreno nas preferências de voto dos eleitores portugueses.

Publicidade
Publicidade

A CDU, que em maio registava 7,7%, reúne agora 7,5% das intenções de voto. O Bloco de Esquerda passou de 4,2% para 4%, enquanto o PDR de Marinho e Pinto desceu de 2,6% para 2,1% e o LIVRE/Tempo de Avançar caiu de 2% para 1,2%. Se é certo que a cerca de quatro meses da ida dos portugueses às urnas ainda muita coisa pode mudar, também não é menos verdade que a tendência de bipolarização partidária acentua-se cada vez mais.

A subida de 0,7% do Partido Socialista em relação ao mês anterior pode estar relacionada com a apresentação do programa eleitoral dos socialistas, ao passo que a estagnação da coligação "Portugal à Frente" poderá ser fruto do anúncio da intenção do Executivo de Passos Coelho de cortar cerca de 600 milhões de euros em pensões.

O estudo de opinião da Aximage dá conta ainda da variável "confiança para primeiro-ministro".

Publicidade

Neste domínio, e ainda que António Costa e Pedro Passos Coelho registem subidas, é o líder dos socialistas que apresenta uma subida mais acentuada, ao passar de 43% (em maio) para 43,8% (em junho). Passos Coelho, por seu turno, subiu 0,4 pontos percentuais, de 35,5% para 35,9%, pelo que a diferença entre os dois principais candidatos a primeiro-ministro situa-se agora em 7,9%.

António Costa sublinha que caso Sócrates trata-se de um "caso de justiça"

António Costa não se alongou em comentários quando instado a comentar a revisão da medida de coação aplicada ao antigo primeiro-ministro, José Sócrates. Em declarações à TSF, o secretário-geral dos socialistas reafirmou que a prisão de Sócrates é um assunto que diz respeito à justiça e, como tal, "não compete ao Partido Socialista substituir-se quer à defesa quer à acusação, nem tão-pouco ao juiz, que deve julgar". #Eleições