Dois elementos do movimento "Eu Não Me Vendo" entraram esta manhã na sede da Assembleia da República Portuguesa, aparentemente sem qualquer dificuldade, e colocaram na varanda do palácio de São Bento um pano branco com a palavra "Vendido" escrita a vermelho. Em momento algum foi questionada a presença dos dois ativistas - que entraram, circularam e saíram do edifício sem levantar qualquer suspeita - o que poderá apontar para algum tipo de falha de segurança naquele que é um dos símbolos do país. A polémica faixa foi, posteriormente, retirada pelos serviços de segurança do Parlamento e aberto de imediato um inquérito interno para apurar como tudo se terá passado e consequentes responsabilidades.

A primeira de muitas ações

De acordo com o vídeo colocado no site do movimento - que dá conta da forma descontraída como os ativistas se movimentaram no Parlamento -, esta ação visa protestar contra as privatizações já efetuadas pelo Governo, nomeadamente da TAP (que afirmam ter sido vendida por um valor muito inferior ao de apenas um dos aviões da sua frota), bem como pelas que ainda se encontram em curso, ou seja, da Carris e do Metro.

Além da venda "ao desbarato" das empresas públicas, está ainda em causa a alegada perda de soberania por parte do Estado português para o Banco Central Europeu, que "decide a política monetária", e para Berlim, na figura da chanceler Angela Merkl, que "decide o nosso orçamento", afirmam os ativistas deste recém-criado movimento com ligações ao AGIR, grupo político de Joana Amaral Dias e Nuno Ramos de Almeida, que concorre às legislativas em coligação com o Partido Trabalhista Português (PTP).

É, assim, em prol da nossa soberania, da defesa dos serviços públicos e da economia nacional que o movimento "Eu Não Me Vendo" promete levar a cabo, ainda hoje, mais ações como esta, estando também já planeadas outras formas de intervenção futuras que prometem agitar a campanha eleitoral para as legislativas deste ano (com data a marcar entre os dias 14 de setembro e 14 de outubro). #Governo