Se as #Eleições legislativas fossem hoje, a coligação PSD/CDS-PP ganhava. De acordo com a sondagem deste mês do Cesop, a coligação e o principal partido da oposição estão numa situação de empate técnico que já foi vista noutros estudos - 38 contra 37 por cento das intenções de votos. A maioria absoluta está longe para qualquer um dos lados, ao contrário do que se verificou no último barómetro (Outubro de 2014). Nessa altura, o PS registava 45% das intenções de voto.

A CDU (PCP e Os Verdes) mantém 10 por cento, enquanto o Bloco de Esquerda duplicou as suas intenções de votos, para registar oito por cento. Apesar da subida do PSD/CDS-PP e da descida do PS, isso não significa que os portugueses estejam satisfeitos com a governação - 63% dos inquiridos considera má ou muito má a actuação do actual Executivo, e apenas 31 por cento a considera boa ou muito boa.

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Oposição não faria melhor

Por outro lado, os inquiridos nesta sondagem não acreditam que qualquer um dos partidos da oposição fizesse melhor - apenas 28% acreditam que a oposição seria uma alternativa, e na maioria dos casos (48 por cento), a escolha alternativa seria o PS. De acordo com o Cesop, os resultados deste estudo mostram que é muito difícil dizer-se quem lidera a corrida a São Bento, sobretudo tendo em conta que a diferença entre PSD/CDS-PP e PS é de apenas um por cento, enquanto a margem de erro é de três por cento.

Muitos indecisos

Além da escassa diferença, as pessoas que nesta altura estão indecisas vão ter um peso importante no desfecho final - 26% dos inquiridos respondeu "não sabe" em quem votar. De resto, três por cento elegeria outros partidos, e entre os novos partidos é o de Marinho Pinto a levar vantagem (sobre o Livre/Tempo de Mudar de Rui Tavares).

Eleições em Outubro

Nesta altura ainda não se sabe quando serão as eleições. Certo é que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, deverá convocar o sufrágio para 4 ou 11 de Outubro próximo. Recorde-se que poucos meses depois, em Janeiro de 2016, será a vez de eleger o sucessor de Cavaco Silva no Palácio de Belém.