Em prisão preventiva desde o dia 21 de novembro de 2014, o ex-primeiro-ministro José Sócrates poderá sair em liberdade já nos próximos dias, caso seja essa a sua vontade. Rosário Teixeira, o procurador do Ministério Público que investiga a "Operação Marquês", acaba de propor uma medida de coação mais leve para José Sócrates. Por vontade de Rosário Teixeira, o antigo primeiro-ministro ficará, já a partir da próxima semana, sujeito apenas à medida de coação de obrigação de permanência na habitação com pulseira eletrónica. Sócrates ficará ainda proibido de contactar com os demais arguidos do processo bem como com outras personalidades, incluindo políticos.


As primeiras reações conhecidas a esta proposta do Ministério Público por parte dos principais dirigentes políticos é coerente com o que têm dito sobre este processo nos últimos 6 meses, ou seja, não comentam. 
À saída da convenção nacional do Partido Socialista, e em reação à proposta de substituição da prisão preventiva por obrigação de permanência na habitação com pulseira eletrónica, o líder do Partido Socialista, António Costa, limitou-se a dizer que: "Digo o que sempre disse. Sabem que eu, decisões judiciárias, não comento". Na mesma linha, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho afirmou, no final de uma cerimónia na Universidade Lusíada, que "Não farei sobre isso nenhum comentário. É uma matéria que está nesta altura na esfera de competência judicial e não quero acrescentar nenhum comentário".


Já Marcelo Rebelo de Sousa, à chegada a um jantar do PSD de Vale de Cambra, disse estar "dividido sobre a dimensão dos efeitos políticos", podendo "dar para um lado ou para o outro", acrescentando ainda que o facto de José Sócrates "estar cá fora significa ser o centro de todas as atenções".


Mas sair em liberdade será, em última instância, uma decisão que caberá ao ex-primeiro-ministro, José Sócrates, visto que a lei faz depender o uso da pulseira do consentimento do arguido. Segundo o jornal Público, José Sócrates poderá mesmo recusar a pulseira eletrónica proposta pelo Ministério Público e ficar na cadeia.
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