Aníbal Cavaco Silva anunciou esta quarta-feira, dia 22, às 20h30, a data das próximas #Eleições #Legislativas de 2015. A comunicação foi feita directamente do Palácio de Belém, em Lisboa, depois de ouvidos todos os partidos com representação na Assembleia da República. "Nos termos da Constituição e da lei, e depois de ouvir os partidos representados na Assembleia da República, decidi marcar para o dia 4 de Outubro a realização das próximas eleições legislativas", revelou o Presidente. A campanha eleitoral arrancará a 21 de Setembro.

Na sua declaração pública, Cavaco Silva manifestou a importância das próximas eleições face à realidade complexa e crítica que o país ultrapassa.

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Afirmou que "é extremamente desejável que o próximo #Governo disponha de apoio maioritário e consistente na Assembleia da República". Apelou ainda ao consenso e respeito durante a campanha eleitoral, assim como ao diálogo aberto entre as forças partidárias, para que seja possível alcançar uma maioria absoluta. Será necessário que Portugal tenha um executivo "estável, sólido e duradouro" para que se consiga alcançar estabilidade política e de mercado. "A campanha eleitoral deve servir para informar e esclarecer os portugueses, e não pode ser um palco de agressões", afirmou ainda enquanto sustentava a necessidade de serenidade e elevação durante todo o processo democrático.

O Presidente da República já tinha declarado que o calendário eleitoral decorreria entre os dias 14 de Setembro e 14 de Outubro, de acordo com o que é exigido pela Constituição da República Portuguesa.

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A data foi agora escolhida depois de serem ouvidas todas as delegações dos partidos com assento parlamentar.

Durante os últimos dias, PSD, CDS-PP, e PS mostraram a inclinação para que as eleições decorressem no dia 27 de Setembro, mas também foi considerada a data de 4 de Outubro por razões de calendário. "Será mais favorável ao processo orçamental que se seguirá", disse António Costa em recentes declarações. O Bloco de Esquerda considerou, também, serem as datas "mais aconselháveis". No caso do PCP e d'Os Verdes, ambos os partidos se tinham mostrado a favor das eleições no mês de Outubro.