Segundo o estudo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda: "Os estágios curriculares e o seu impacto na empregabilidade dos licenciados", os estágios curriculares nas licenciaturas em Portugal "tendem a reduzir as taxas de desemprego dos licenciados em cerca de 15%".

Conversámos com #Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, que nos disse que, para ela, os estágios devem ser vistos como uma forma de aprendizagem no primeiro contacto com uma profissão "mas sempre em troca de uma remuneração". Mortágua revelou ser manifestamente contra os estágios numa outra fase da carreira profissional e reforça que "é uma forma de subsidiar empresas" ou "ocupar desempregados".

Em Portugal surgiu recentemente o conceito Estágio-Emprego, onde está estipulada a duração de 12 meses, sendo que as empresas pagam no máximo 138,34 euros e o IEFP paga 80% a 100% da remuneração dos estagiários. Para Joaquim Dionísio, responsável pela área do emprego da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, os estágios profissionais deveriam ser pagos pela empresa [VIDEO], uma vez que se for o Estado a financiar "as empresas têm muito mais facilidade para despedir o estagiário e depois admitir um novo".

Mariana Mortágua afirma que este conceito foi criado para "reduzir o número das pessoas classificadas como desempregadas nas estatísticas." Acrescenta ainda que "serve para subsidiar trabalho precário nas empresas e está a ser utilizado sem qualquer controlo ou medida". A deputada afirma que esta medida desincentiva a criação de emprego e é prejudicial para o país. #Educação #Jovens