Os doentes internados nos hospitais, os presos, os eleitores a trabalhar no estrangeiro e os votantes impedidos de ir votar nas próximas #Eleições #Legislativas por motivos profissionais têm alguns dias, durante esta semana, para se deslocarem a câmaras municipais e embaixadas e votarem antecipadamente, desde que tenham requerido esse direito. O direito de voto antecipado foi pensado para quem está impedido de ir votar no dia 4 de Outubro, o domingo que o Presidente da República considerou o ideal para as eleições para a Assembleia da República.

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As escolhas são feitas em segredo e guardadas num envelope azul. Os envelopes azuis são lacrados e só são abertos nos dias da eleições pelos escrutinadores que confirmam o número de eleitor nos cadernos eleitorais de modo a evitar que quem votou mais cedo o possa voltar a fazer.

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Segundo informação da CNE, os estudantes têm de estar matriculados num estabelecimento de ensino localizado num distrito ou ilha diferentes daquele onde estão recenseados para poderem requerer o direito a votar antecipadamente. É o caso, por exemplo, de um estudante que more no Funchal mas esteja inscrito numa universidade em Lisboa. Os estudantes têm entre 21 e 24 de setembro para se deslocar à Câmara Municipal e votar. 

Os doentes que estejam internados num hospital, seja público ou privado, têm direito a votar antecipadamente. Direito que se estende aos doente em unidades de cuidados continuados, com internamento, que prestem serviços de saúde. Um relatório da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) sobre as legislativas de 2009 alertava para o facto do voto antecipado ser um direito pouco conhecido em Portugal apontando, como exemplo, o facto de apenas seis pessoas hospitalizadas terem votado em Lisboa..

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Os presos com direitos políticos também podem exercer o direito de voto antecipado. Os detidos em prisão domiciliária, como o ex-Primeiro-ministro José Sócrates, estão impossibilitados de votar antecipadamente, mas podem ir às urnas nas condições que o juiz determinar. 

Os presidentes de câmara ou vereadores credenciados deslocam-se entre 21 e 24 de Setembro aos hospitais e prisões para recolher os votos.

Já os doentes internados em lares de idosos ou acamados em casa terão de se deslocar à sua assembleia de voto no dia 4 de outubro. A lei, no entendimento da Comissão Nacional de Eleições, impede que votem mais cedo.

Votar antes do domingo de eleições é também o que vai acontecer a todos os eleitores que estejam a trabalhar no estrangeiro nesse dia. Os casos mais comuns incluem militares, agentes da PSP e da GNR e bombeiros em serviço no estrangeiro.

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Mas há o caso dos médicos e enfermeiros em missão humanitária ou dos estudantes de Erasmus ou bolseiros em universidade lá fora. Entre 22 e 24 de setembro podem votar junto das embaixadas, consulados, vice-consulados e demais representações diplomáticas. Este direito é alargado aos "cônjuges ou equiparados, parentes ou afins que vivam com os eleitores", refere a Lei Eleitoral.

Quem pedir ao patrão uma declaração em como está a trabalhar longe do sítio onde costuma votar no domingo de eleições pode votar mais cedo, alegando motivos profissionais. Uma possibilidade que pode ser útil aos jogadores de futebol que trabalhem no dia das eleições. Os trabalhadores independentes podem assinar uma declaração de honra em como estão longe da sua assembleia de voto. Os que requereram este direito têm entre 24 e 29 de setembro para se dirigir à câmara do local em que estão recenseados e votar.