A Coligação “Portugal à Frente”, composta pelo Partido Social-Democrata e pelo Centro Democrático Social, no poder desde 2011, foi a vencedora das #Eleições #Legislativas ontem realizadas, dia 4. #Pedro Passos Coelho e Paulo Portas conseguiram 36,83% dos votos, elegendo 99 deputados. O Partido Socialista ficou no 2.º lugar, com 32,38% da votação e 85 deputados. O Bloco de Esquerda voltou a tornar-se a terceira força política na Assembleia da República, com 10,22% de votos e 19 deputados, relegando a CDU para o 4.º lugar.

Os comunistas e “Os Verdes” ficaram-se por 17 deputados e 8,27% de votos. O Parlamento fica completo com o PAN (Pessoas-Animais-Natureza), que elegeu o seu primeiro deputado.

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À hora de elaboração deste artigo, faltavam contabilizar apenas os 4 deputados dos círculos eleitorais da emigração.

A maioria obtida pela coligação de centro-direita é insuficiente ao conjunto de deputados obtidos pelos restantes partidos, o que significa que, ao contrário do que sucedeu na legislatura anterior, PSD e CDS-PP deixam de ter a maioria absoluta. O PS não venceu as eleições legislativas, mas é pelos socialistas que passa a solução de governo, ora em colaboração ou governo de “bloco central” com a coligação de centro-direita, ora em coligação com os partidos à sua esquerda. De destacar o fracasso do PDR de Marinho e Pinto e do Livre de Rui Tavares, que não elegeram nenhum deputado.

A abstenção foi a maior de sempre, com 43,07%, registando-se ainda 1,61% de votos nulos (cerca de 86.000) e 2,09% de votos em branco (mais de 110.000).

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Do lado do Partido Socialista, algumas vozes (como a de Ana Gomes) já exigiram “a cabeça” de António Costa, que foi questionado por um jornalista se se demitiria. Todavia, Costa mostrou-se tranquilo e de bom humor, abrindo a porta a alguma forma de entendimento com a coligação PAF e “quase fechando” aos partidos de esquerda, recusando integrar "maiorias negativas que não criem alternativas de governo" e referindo que a posição do Partido Socialista será “responsável”.

À esquerda do PS, o Bloco e a CDU manifestaram abertura para constituir um governo com maioria de esquerda no Parlamento; à direita, Passos Coelho foi igualmente claro quanto à necessidade de concertação com Costa, lembrando a "matriz europeísta dos partidos que conseguiram quase 70% dos votos", sem mencionar explicitamente a inclusão dos socialistas no governo. À hora de publicação deste artigo, o Presidente da República Cavaco Silva prepara-se para estar ausente das comemorações oficiais da Implantação da República, tendo alegado que estaria a preparar as conversações com os líderes partidários e quereria evitar perguntas de jornalistas relativamente a esse tema.