Segundo o site do jornal Expresso, há várias semanas que o debate sobre a reposição dos feriados estava agendado para o dia 20 de novembro. Na Assembleia da República seriam discutidas as várias propostas dos partidos para restituição dos feriados nacionais que, devido à Troika, tinham sido suspensos. O Partido Comunista Português, tendo sido o primeiro a avançar com a proposta, surpreendeu os outros partidos de esquerda ao retroceder no agendamento da sua proposta. 

O PCP defende que a iniciativa pode ser retomada mais tarde, depois da discussão pública, uma vez que as comissões do Parlamento ainda não começaram. Os restantes partidos de esquerda, o PS e o BE, surpreendidos pelo adiamento, opuseram-se à decisão dos comunistas.

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O PS insiste em debater e votar a sua proposta de acordo com o previsto, ou seja, no dia 20 de novembro. Argumentam que tanto o PS como os restantes partidos deveriam insistir na calendarização do debate. Esta situação de indecisão fez com que a restante esquerda cedesse e adiasse as suas propostas sobre a restituição dos feriados. 

De acordo com um elemento da coligação entre PSD e o CDS, foi divertido assistir ao debate e ver a esquerda não tomar uma posição, ficando dividida sobre a questão inicial.

O presidente do grupo parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, concordou com o adiamento e referiu que a questão com conteúdo laboral obriga a discussão pública e, quanto aos feriados religiosos, a um acordo com a Santa Sé. Por seu turno, Hugo Soares, do Partido Social Democrata, denota a mesma inquietação.

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Para o social democrata, é fulcral que os partidos manifestem a sua opinião sobre a questão motor essencial para a competitividade económica de Portugal.  

Recorde-se que desde 2013 que os portugueses não estão a usufruir de dois feriados religiosos e dois feriados civis: o Dia do Corpo de Deus, comemorado 60 dias depois da Páscoa, e o Dia de Todos os Santos, comemorado no dia 1 de novembro. Os dois feriados civis retirados são a Implantação da República e a Restauração da Independência, comemorados a 5 de outubro e 1 de dezembro respetivamente.    #Governo #Legislação