Ao olharmos para as pessoas apenas como recursos, estamos a fazer com elas aquilo que já fazemos com os animais e com a natureza. Essa não é de todo a visão do PAN

 

Após uma leitura atenta do programa da PaF, o PAN reconheceu que as propostas manifestavam uma “linha de continuidade ao rumo seguido pelo Governo durante os 4 anos anteriores, acentuando-se cada vez mais a preponderância da lógica de mercado em detrimento da qualidade de vida das Pessoas, do bem-estar dos Animais e da Sustentabilidade da Natureza.”, afirmou André Silva no decorrer da conversa que gentilmente concedeu à Blasting News Portugal.

Embora a vontade de trabalhar em conjunto com os diferentes atores políticos presentes na esfera da Assembleia da República, este recusou-se em aprovar um programa de governo que apresentava “várias lacunas, omissões e pontos nos quais o partido não se revê”. 

Após terem feito oito perguntas ao Ex-Primeiro-Ministro, Passos Coelhos, André Silva declara que não foi dada nenhuma resposta concreta às mesmas. Não deu resposta alguma quanto à inclusão de terapias não convencionais no SNS, nem à questão sobre organismos geneticamente modificados. Passos Coelho também não deu nenhuma resposta concreta quanto às privatizações da água.

Confrontou ainda o Ex-Primeiro-Ministro sobre o estatuto jurídico dos animais, com o objetivo de “deixar de os considerarmos como coisas”, e ainda sobre uma possível dedução das despesas médico-veterinárias no IRS, questão à qual Passos Coelho remeteu para o quadro vigente (das despesas gerais), “equiparando os animais a outros artigos do quotidiano, como por exemplo, relógios de pulso ou a peças de vestuário”.

Outra peça fundamental que esteve em discussão por André Silva e Passos Coelho foi a questão do impacto da Tauromaquia nas crianças, sendo que o deputado eleito do PAN sempre defendeu a abolição total destes eventos no país, pois desrespeitam por completo os animais.

Inclusive não se conseguiram entender em questões tão importantes como o desemprego estrutural e tecnológico que atinge, hoje, números preocupantes, nem sobre as emissões de gases de efeito de estufa, principalmente no que diz respeito ao metano.

André Silva deixa ainda bem claro que o PAN não se categoriza em partidos de esquerda, centro ou direita. Aliás, o PAN é um partido que “Visa todas as pessoas”, não só as de direita ou esquerda, de modo que “Defendemos valores que são transversais a todos os movimentos políticos e sociais”, afirma o deputado.

O PAN não deixou ainda confirmado se irá, ou não, aprovar o Programa do PS nem o seu Orçamento, mas afirma por que perante o cenário político de instabilidade, um governo provisório ou de iniciativa presidencial não seria benéfico para a estabilidade nacional por tal a melhor opção seria o Presidente da República indigitar António Costa, assim como o fez.

O PAN irá trabalhar em conjunto com os diferentes atores políticos, tendo sempre presente os objetivos das suas propostas, sem nunca esquecer o objetivo de melhorar o bem-estar e promover a prosperidade de todos.

Deixa ainda bem claro que “o PAN veio à Assembleia da República para fazer parte da solução e não para dividir”. #Paulo Portas #Polícia #Pedro Passos Coelho