A notícia foi conhecida ontem (28 de Dezembro) à noite, depois da reunião da comissão política nacional no Largo do Caldas para preparar o Conselho Nacional de 7 de Janeiro, no qual será definida a data para o próximo congresso do partido centrista, que deverá ocorrer entre Março e Abril de 2016, onde será eleito o sucessor de #Paulo Portas. “É tempo de passar o testemunho e eu faço-o com toda a naturalidade". Foi assim que, emocionado, comunicou a saída da presidência do CDS/PP.

Segundo o Sol, uma das principais razões apontadas por Paulo Portas foi o tempo. Não só o tempo em que esteve à frente do partido (desde 1998 até à data, com apenas dois anos de intervalo), mas também pelos próximos anos, pois na opinião de Portas não seria justo aceitar um mandato para dois anos, pois a conjuntura política exige que o mesmo seja para vários anos, o que faria com que a sua permanência no partido fosse de mais de 20 anos, o que não seria de todo aceitável para si.

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Segundo o político, a decisão da retirada e posterior sucessão no partido estava tomada, independentemente do resultado das eleições legislativas, e mesmo que estas tivessem resultado, como seria expectável, num novo mandato. A principal razão para a decisão de Portas terá sido a forma como o PS formou Governo, afirmando que  o centro direita só voltará a ser Governo com maioria absoluta e que qualquer outro cenário será fatal: "PSD e CDS vão ter de pedalar, inovar e crescer muito”.

Consciente que a sua sucessão não será um momento fácil para o partido, sabe que o CDS o vai ultrapassar, pois a sua estrutura forte não se vai deixar abater e acredita que a renovação será feita na nova geração do partido, que ficará certamente com novas responsabilidades nesta nova fase.

Paulo Portas abandona também o Parlamento e já se fala no fim da carreira política do ainda deputado, apesar de não ser a primeira vez que se demite do CDS.

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O mesmo já tinha acontecido em 2005, retomando depois em 2007. A paixão de Paulo Portas pela política e o seu papel na história do país são indiscutíveis.

Certo é o fim do capítulo do CDS, abrindo ao partido uma nova fase na vida política de Portugal.