Completava 90 anos no próximo dia 15 de Fevereiro, mas o destino assim não o quis e António Almeida Santos faleceu ontem, 18 de Janeiro, na sua residência por voltas das 23 horas, após ter-se sentido indisposto a seguir ao jantar,  acabando por falecer depois de ter recebido assistência médica ainda no local. A carreira política começou logo após ter-se formado, em Lourenço Marques, atual Maputo. Desenvolveu atividades políticas e de apoio a nacionalistas, fazendo sempre oposição a Salazar.

Em 1974 regressa a Portugal depois de 20 anos passados em Moçambique a convite do então Presidente da República António Spínola, sendo uma figura predominante no pós-25 de Abril de 1974 como ministro de várias pastas desde o Governo Provisório.

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Foi também conselheiro de Estado, presidente da Assembleia da República e presidente do PS, tendo colaborado de forma próxima com Mário Soares. Era atualmente o Presidente honorário do PS.

Autor de vários livros, foi condecorado inúmeras vezes, designadamente com as condecorações portuguesas Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e da Ordem Militar de Cristo.

Em comunicado enviado à imprensa, o Partido Socialista diz-se em choque e em profunda consternação com a morte do seu Presidente Horário, Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa cancelaram as ações de campanha até à realização das cerimónias fúnebres. Foi domingo, precisamente no comício em apoio a Maria de Belém, que fez a sua ultima aparição pública.

O seu partido diz que Portugal perdeu um príncipe da sua democracia e os socialistas sofreram uma perda irreparável para todo o país e para a democracia em geral.

Ficará para sempre na memória de todos a luta que sempre desenvolveu contra a ditadura e na defesa dos presos políticos nas negociações com os movimentos de libertação das antigas colónias portuguesas, com vista à sua independência quando esteve em Moçambique como deputado, líder do grupo parlamentar socialista e presidente da Assembleia da República, cargo que exerceu entre 1995 e 2002.

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O Goveno colocou a bandeira a meia haste em todas as sedes.

O corpo de António Almeida Santos está desde as 17 horas em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, sendo o funeral quarta-feira às 13 horas no cemitério do Alto de São João, onde irá ser cremado sem qualquer cerimónia religiosa, sendo essa a vontade do próprio. #Personalidades