A visita de #Marcelo Rebelo de Sousa ao Vaticano iniciou-se esta quinta-feira, 17 de março, pelas 10 horas (9 horas em Lisboa), tendo sido recebido pelo prefeito da Casa Pontifícia, o arcebispo Gaenswein, e 12 elementos da Guarda suíça no Pátio de São Dâmaso.

Após o encontro com o Papa Francisco, Marcelo Rebelo de Sousa deu uma conferência de imprensa na residência da embaixada portuguesa. No final, o chefe de Estado português declarou aos jornalistas a intenção de promulgar a reposição dos quatro feriados extintos em 2012, por iniciativa do governo PSD/CDS-PP. O regresso dos feriados aos calendários portugueses, dois deles religiosos, suscitou, segundo o Presidente da República, o "agrado da Santa Sé".

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Foi durante a reunião com Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, que o tema da reposição dos feriados religiosos foi discutido. No entanto, o assunto já tinha sido abordado na Assembleia da República em Janeiro deste ano, tendo sido aprovada a reposição de quatro feriados. À data dessa sessão parlamentar, o parlamento aprovou diplomas das bancadas do PCP, BE, PS e PEV que pediam a reposição dos quatro feriados retirados. Abstiveram-se as bancadas do PSD e CDS-PP.

Assim, voltam a celebrar-se os feriados religiosos do Corpo de Deus (feriado móvel, este ano a 26 de Maio) e do Dia de Todos os Santos (1 de Novembro). Também os feriados civis do 5 de Outubro (celebração da Implantação da República) e o Primeiro de Dezembro (Dia da Independência) constam da promulgação.

Marcelo celebrará esta promulgação esta sexta-feira, dia 18 de Março, após a visita de Estado ao Vaticano, onde se reuniu com o Papa durante meia hora numa audiência a sós. O presidente português considerou a sua primeira viagem um "agradecimento" pelo facto de a Santa Sé ter reconhecido Portugal em 1179, tendo sido a primeira entidade internacional a fazê-lo.

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A comitiva portuguesa insistiu no convite ao Papa Francisco para uma visita a Portugal em 2017, para as celebrações do centenário das aparições em Fátima, e sobre a qual Marcelo afirmou não estar "autorizado a revelar publicamente qual a posição do Santo Padre". No entanto, finalizou as suas declarações à imprensa dizendo que saíra "muito feliz" com a resposta do Papa. #Religião