O anúncio foi feito neste domingo, 10 de Abril, no site da Presidência da República: Luís Filipe Castro Mendes foi a escolha de #António Costa para o lugar de João Soares. Embaixador, poeta e actual representante português no Conselho da Europa em Estrasburgo, Luís Castro Mendes foi o escolhido para substituir João Soares, que saiu depois da polémica das "bofetadas".

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Em declarações ao jornal Público, o futuro ministro da Cultura disse ter aceite "com muita honra e responsabilidade o convite (...) feito pelo sr.

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Primeiro-Ministro”. Não teceu, no entanto, quaisquer comentários em relação à polémica que levou à demissão de Soares. Porém, garantiu que este será "um desafio ao qual procurará responder tão bem quanto puder e souber”.

A tomada de posse do novo ministro está marcada para a próxima quinta-feira, dia 14 de Abril, um dia depois da visita do Presidente da República ao Parlamento Europeu.

Recorde-se que a nomeação de Luís Castro Mendes para o cargo de ministro da Cultura ocorreu dois dias após a demissão de João Soares, no seguimento da sua reacção a uma crónica de Augusto M. Seabra no jornal Público. Numa publicação na rede social Facebook no passado dia 6 de Abril, Soares respondeu às críticas de Seabra com a ameaça de "duas bofetadas". O cronista chamou à atenção para "um estilo de compadrio, prepotência e grosseria" relativamente à presença de João Soares no cargo de ministro da Cultura.

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Após o pedido de desculpa de António Costa em nome do ex-ministro da Cultura, Soares demitiu-se nesta sexta-feira, dia 8.

Luís Filipe Castro Mendes nasceu em Idanha-a-Nova em 1950 e é formado em Direito pela Universidade de Lisboa. Em 1975 ingressou na carreira diplomática em Luanda, e mais tarde em Madrid e Paris. Foi embaixador português em Budapeste e em Nova Deli. Nos anos 90 foi escolhido para cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro, no Brasil. Foi nomeado em 2010 representante de Portugal junto da UNESCO. Embora formado na área de Direito, Castro Mendes destaca-se também na literatura: escreveu, ainda na adolescência, para o Diário de Lisboa. Estreou-se como poeta em 1983 com a publicação de Recados e durante a sua carreira diplomática continuou a publicar obras literárias.

As reacções à escolha de António Costa têm sido unânimes: "figura consensual, homem culto e ponderado, (...) profundo conhecedor das matérias culturais europeias", segundo Francisco José Viegas, ex-secretário de Estado da Cultura. José Eduardo Agualusa, romancista, considerou "uma boa notícia para Portugal". #Governo #Marcelo Rebelo de Sousa