João Soares fez estalar o verniz ao reagir a um texto de opinião de autoria do crítico e programador cultural Augusto M. Seabra. Na sua página na rede social #Facebook, o ministro da Cultura escreveu que teria de o procurar para as “salutares bofetadas”. O governante, filho do ex-Presidente da República, Mário Soares, esclarece que se trata de uma promessa já feita “em 1999”, mas que ainda não conseguiu cumprir. Afirmações que estão a agitar a vida política nesta quinta-feira, 7 de Abril, com o Partido Social Democrata a considerar “inqualificável” aquela atitude do membro do #Governo socialista.

Em causa está um texto de opinião de Augusto M. Seabra no jornal “Público”, em que não poupa críticas a João Soares e à sua nomeação para titular da pasta da Cultura no Governo liderado por António Costa. Chega a considerar tal situação como “inexplicável”. Por outro lado, Augusto M. Seabra acusa o gabinete de João Soares de ser uma “confraria de socialistas e maçons”, para além de tecer fortes críticas a algumas das decisões do ministro da Cultura, como é o caso da substituição do presidente do Centro Cultural de Belém.

João Soares reagiu através da publicação de uma nota na sua página pessoal do Facebook, acompanhada de uma fotografia de Augusto M. Seabra. Começa por afirmar que já em 1999 prometeu ao crítico um “par de bofetadas”, mas adianta que nunca se cruzou com a “personagem” ao longo de “todos estes anos”, embora continue a “esperar ter essa sorte”. “Estou a ver que tenho de o procurar, a ele e já agora ao Vasco Pulido Valente, para as salutares bofetadas”, afirma, considerando que “só lhes podem fazer bem. A mim também.”

Recorde-se que Vasco Pulido Valente é outro colunista do mesmo jornal – o Público – onde, há cerca de um mês, também criticou, num texto de opinião, a atitude de João Soares, considerando não ter “qualquer respeito, nem como homem, nem como político”, pelo ministro da Cultura. Também teceu comentários sobre a substituição do presidente do Centro Cultural de Belém, acusando o governante de ter criado um “incidente” e fazer um “espectáculo público”.

Entretanto, Augusto M. Seabra classificou a ameaça de João Soares como “inqualificável”. Em declarações à agência Lusa, o colunista lamenta aquela “ameaça de agressão física” por parte de um ministro e considera que a reacção do governante “atenta contra a liberdade de expressão e os direitos constitucionais dos cidadãos”. #Imprensa