Marcelo Rebelo de Sousa alertou para o problema dos refugiados na Europa, devido ao desequilíbrio na distribuição dos migrantes, de acordo com informações divulgadas no Jornal da Noite. O presidente da república e o primeiro-ministro estiveram juntos em mais uma reunião semanal, desta vez num hotel em Évora. O acolhimento de refugiados foi um dos assuntos tratados na reunião de ontem, 22 de Abril. Marcelo defende que Portugal devia receber mais refugiados, o que não acontece, mas a culpa não pode ser posta nos #Governo.

O actual residente do palácio de Belém disse que o problema de distribuição de refugiados é da responsabilidade da Europa.

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Depois da reunião com António Costa, Marcelo declarou aos jornalistas presentes no local que "o problema está ao nível europeu. [A Europa] dá uma disponibilidade que depois é difícil encontrar, com rapidez, refugiados que possam vir para Portugal. Há qualquer coisa que não funciona bem, mas não tem a ver com a sociedade portuguesa e nem com o governo português". 

Marcelo esteve na presença de 13 refugiados recém-chegados ao país. Um deles tentou entrar na Europa a bordo de um barco de borracha que naufragou. Depois de ser capturado pela polícia, foi informado que seria recambiado para Portugal, mais concretamente para Évora. O agora refugiado era arquitecto na Síria e não tinha qualquer noção de onde se situava Portugal. 

Na presença do Presidente da República, o homem que foi acolhido pelo estado português disse que ele e muitos outros refugiados não sabem onde ficava o país "porque não ouvimos falar muito de Portugal.

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Só sabemos de Cristiano Ronaldo, Luís Figo (.... E agora estou cá. Estou muito feliz, estou feliz de não ter ido para a Alemanha, porque isto é o que quero mesmo."

Enquanto alguns dos refugiados falavam, em inglês, o antigo professor de Direito desempenhava o papel de tradutor para a comunicação social. Marcelo recebeu de braços abertos estes 13 migrantes e fez um brinde para que tudo corresse bem enquanto estivessem protegidos pelo estado português. 

O presidente não resistiu a provar o gin do bar onde estavam, nomeadamente por se tratar de uma nova marca de gin alentejano criada por um antigo professor desempregado, e declarou de forma descontraída: "os políticos deviam tomar disto, ficavam suaves e mais calmos (...)". #Marcelo Rebelo de Sousa