"O Dom Profano" de #José Sócrates chega, amanhã (27 de outubro), às livrarias nacionais. São 160 páginas sobre "carisma na política". O esboço da obra nasceu na prisão de Évora, onde o ex-primeiro-ministro esteve preso e a inspiração foi a atual crise europeia. 

Depois da estreia como autor com a obra "A Confiança no Mundo – Sobre a Tortura em Democracia", José Sócrates lança agora o segundo livro intitulado "O Dom Profano – Considerações sobre o Carisma" que vai ser apresentado no dia 28 de outubro, na FIL – Centro de Exposições e Congressos de Lisboa. Um dia antes chega às livrarias do país.

Segundo esclareceu o ex-primeiro-ministro e principal arguido da Operação Marquês – durante um almoço em sua homenagem que decorreu em setembro -  o novo livro insere-se “numa discussão sobre liderança” e pretende ser “uma teoria política”, clarificando que “nem é um livro de mexericos, nem é um livro de um paranóico”.

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O carisma em política e a questão das lideranças são conceitos fundamentais e temas centrais em Filosofia e Sociologia Política, área de estudo que o ex-primeiro-ministro sempre aprofundou enquanto académico, assumindo o livro, deste modo, uma natureza académica.

José Sócrates admite que o livro começou a ser escrito quando esteve na prisão de Évora, tendo sido desenvolvido, depois, através de impressões e observações trocadas com amigos da esfera política com quem tem afinidade, revelou a TVI24 com base numa nota introdutória a que teve acesso.

O autor invoca para a matriz deste projeto um momento mais remoto que envolve uma recomendação literária de Vítor Constâncio durante uma reunião da Comissão Política do PS, nos anos 80. A sugestão de leitura dada pelo então líder como “estando lá tudo” foi um pequeno livro de Max Weber "O Político e o Cientista".

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Conta Sócrates que, no dia seguinte, comprou-o e leu Weber pela primeira vez, recordando o impacto que a obra teve em si pela abordagem de temas como vocação política, liderança carismática, ética da convicção e da responsabilidade.

Citado em comunicado enviado pela Sextante Editora, Sócrates assume que a atual crise europeia despertou a motivação imediata para redigir o livro. Na nota de imprensa, a editora revela ainda que, ao longo da obra, o antigo primeiro-ministro explora “o carisma segundo a teologia de S. Paulo até à sua transformação em categoria da sociologia política de Max Weber”.

De referir que, no âmbito da investigação da Operação Marquês, suspeita-se que José Sócrates terá alegadamente pago cerca de 100 mil euros a um professor da Faculdade de Direito de Lisboa para escrever quer o seu primeiro livro, quer o "Dom Profano". #políticanacional #Livros