Chacina na Póvoa de Varzim com a morte de uma família inteira a tiro de caçadeira. Tudo aconteceu esta manhã de terça-feira, na freguesia da Estela pouco depois das nove da manhã, quando empresário entrou no café São Tomé e disparou contra a ex-companheira, de 41 anos e contra o filho desta, de 21. Como se isto não bastasse, subiu ao primeiro andar do café, que servia de residência, e disparou à queima-roupa contra os ex-sogros, matando-os.

O empresário de 42 anos, Paulo Silva, que chegou a ter uma conhecida empresa de tetos falsos, ainda se cruzou, no interior do café, com o próprio filho, de 17 anos, o qual vivia com a mãe. Este acabou por escapar e pedir abrigo seguro a um vizinho. O empresário, que tem licença de porte de arma, dirigiu-se à escola da filha, de 9 anos, mas não lhe foi permitida a entrada.

Este acabou por entrar na sua viatura, um Mercedes de matrícula espanhola, e fugir em direção a Espanha pela A28. Perto da ponte internacional de Tui, despistou-se a alta velocidade e foi detido pela GNR local.
Segundo relatos no local, Paulo Silva nunca teria aceite bem o processo de divórcio - que ainda corria nos tribunais - e teria ameaçado a família. Mesmo assim frequentava o café dos ex-sogros. Segundo informação junto do oficial do Comando Territorial da GNR do Porto, Silva Ferreira, o ex-sogro tinha apresentando recentemente um queixa "por ameaças" contra Paulo Silva.

Para o terreno foram diversos meios dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim, INEM, com equipas de psicólogos, Bombeiros Voluntários de Fão, assim como VMER e várias brigadas da GNR. A Polícia Judiciária está no terreno.

Partilhas podem estar na origem da tragédia

Os vizinhos todos apontam para problemas com partilhas. "Eles têm uma casa e um terreno com pavilhões industriais para arrendar. Isso pode estar por detrás disto tudo", disse Maria de Fátima, vizinha do café São Tomé, que todos os dias via Paulo Silva, dirigir-se ao café dos ex-sogros para estar com os filhos. "Ele era uma pessoa de bem. Adorava os filhos. Ninguém imaginava uma coisa destas", disse a vizinha Maria de Fátima.

Paulo Silva viu pai matar a mãe quando era menor

A freguesia da Estela está em estado de choque e há quem relacione a dramática situação com o estado psicológico de Paulo Silva, que quando tinha 14 anos, a residir em Lisboa, viu a morte trágica da mãe vítima de esquartejamento. Esta foi assassinada pelo pai de Paulo Silva. #Crime